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Um Ano Novo com muito mais Arte e liberdade!

Da redação. 

Adeus 2017. Já vai tarde. É esse o sentimento de grande parte da população sobre os dois últimos anos - anos difíceis econômica, politica e culturamente para o país. E agora, o que esperar para 2018 além da enorme indefinição para os rumos do Brasil?

Apesar dos pesares, uma grande reflexão sobre 2017 deve ser feita, lembrando da atuação importantíssima da Arte como ferramenta neste processo de refletirmos sobre nós mesmos perante a sociedade e vice versa.

Foi por esse propósito vital da expressão artística que artistas e suas obras foram atacados ao longo de 2017. Movimentos conservadores criticam a cultura - manifestada das mais variadas formas, mas quase todas sob ataque - com razões claras de criar audiência, gerar “clicks”, curtidas, e tentar calar e desviar a fala daqueles que, por natureza, são ferramentas para o questionamento, ao se posicionarem de maneira que levaria indivíduos com pouco conhecimento sobre o meio e o fazer artístico a se posicionarem do lado contrário ao direito constitucional de livre expressão artística.

Em um país envolto por ismos - como coronelismo, militarismo, racismo, machismo, conservadorismo, entre tantos outros -, com um sistema político no qual os governantes utilizam a desigualdade social como ferramenta para se perpetuar no poder, preferindo que o brasileiro não tenha acesso à educação e cultura, fica evidente a falência do atual sistema político brasileiro e a necessidade de uma maior vontade política e social rumo a um caminho progressista. E talvez a democracia seja assim mesmo: frágil, lenta e em constante batalha por sua sobrevivência e consolidação plena.

Na teoria, para nossa democracia (sob)reviver, necessitamos de inúmeras mudanças para seguirmos um caminho próspero e confiante em todas as áreas do desenvolvimento humano; mas agora, se nossa classe política e jurídica não está interessada na diminuição da desigualdade social ou em qualquer outro tema que torne o país mais justo cultural, social e educacionalmente, a classe artística se levanta para apresentar ao público essas e outras muitas questões - de forma lúdica, impactante ou, simplesmente, através de um texto ou de uma imagem.

Afinal, essa é uma das funções da Arte. Além de registrar nosso período histórico e o espírito de nosso tempo, a Arte questiona a sociedade; e isso agrada e incentiva o InfoArt a continuar espalhando tal informação. Independente da situação econômica ou política em 2018, seguiremos divulgando conteúdo sobre Artes Visuais pelo Brasil não por uma razão lógica ou mercadológica, mas por uma razão social; por acreditarmos que a a Arte é um importante fator na evolução social, na educação e na ampliação da capacidade cognitiva e construtiva dos indivíduos que com ela convivem,

O InfoArt procura ajudar a construir uma sociedade melhor ao lado dos nossos leitores e seguidores, e uma coisa é certa: o caminho é longo e a evolução plena não será assistida por nós nessa vida, mas com o trabalho e auxílio de cada um que acredita na Arte como força transformadora de realidades, faremos nossa parte na (r)evolução.

O InfoArtSP deseja um 2018 com muita arte e cultura para todos, e força para resistir contra os que querem tolir a liberdade e a criatividade!

Um Ano Novo com muito mais Arte e liberdade!

Manifestante protesta contra o fechamento da exposição "Queermuseu — Cartografias da diferença na arte brasileira" defronte ao prédio do Santander  Cultural, em Porto Alegre (Wikipedia/Eugenio Hansen, OFS).