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Últimos dias para conferir importantes exposições em SP

Artes Visuais: Confira a seleção do InfoArt com as melhores exposições de artes visuais que acontecem em São Paulo este final de semana

O final do ano está chegando, e com ele muitas exposições se preparam para os últimos dias de suas exibições. No entanto, outras duas acabam de inaugurar: "Tunga: o corpo em obras", primeira monográfica do artista pernambucano após seu falecimento em junho do ano passado; e "Caderno de xerox - xerografia nos anos 70 em São Paulo", sobre o uso da xerografia por artistas nos anos de 1970 e inicio de 1980.

Para quem procura outras opções culturais, o final de semana na cidade também recebe duas atividades especialmente neste sábado (16): a Mostra Meio-Fio 2017, que apresenta os projetos criados por 4 grupos de jovens criativos paulistanos que refletem sobre a (sobre)vivência na capital paulista; e o lançamento do livro “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica”, na Galeria Superfície. A obra reúne textos publicados em livros, revistas e jornais sobre o grupo na época de sua atuação. No mesmo dia, a galeria recebe uma performance do artista Paulo Bruscky, em comemoração aos 50 anos do movimento, e a exibição do filme Apocalipopótese (Guerra e Paz), de 1986, do poeta e documentarista Raymundo Amado. O evento marca o encerramento da mostra "50 anos Poema/Processo: uma vanguarda semiológica", em cartaz até o mesmo dia (16/12) na Biblioteca Mário de Andrade, com entrada livre e gratuita.

E o JAMAC continua com o seu leilão online disponível até o dia 23 de dezembro! Obras de artistas como Leda Catunda, Mônica Nador, Dora Longo Bahia e Jac Leirner estão disponíveis no catálogo para lances online. Toda a renda será destinada à manutenção das atividades do projeto na periferia paulistana durante o ano de 2018.

Confira as dicas de exposições que o InfoArtSP selecionou para os leitores neste final de semana. Programe-se e aproveite o circuito artístico da cidade:

ABERTURAS

TUNGA: O CORPO EM OBRAS
ARTISTAS: TUNGA
CURADORIA: ISABELLA RJEILLE E TOMÁS TOLEDO
DE 15/12 A 11/3
MASP - MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND

Obras que percorrem diferentes períodos da carreira do artista, dos anos 1970 até sua morte, em 2016, apresentam as formas como o pernambucano trabalhou os temas da sexualidade e do erotismo ao longo de sua produção. Através desse recorte curatorial, as obras são apresentadas em 4 sessões de forma não-cronológica, onde se constituem familiaridades entre os trabalhos e os materiais utilizados - como bronze, cobre, latão, madeira, papel, borracha e maquiagem -, possibilitando outras reflexões acerca dos corpos e fluxos tão evidentes no trabalho de Tunga. Saiba mais.

Tunga, esculturas da série Morfológicas (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

EM CARTAZ

CADERNO DE XEROX – XEROGRAFIA NOS ANOS 70 EM SÃO PAULO
ARTISTAS: VÁRIOS
DE 14/12 A 25/3
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

O xerox, esse meio popular reprodutível e multiplicável, cuja condição de existência é ser uma cópia, fácil, rápida e barata, princípio sem valor de unicidade, ganha expressividade artística nos anos de 1970 e 1980 no Brasil, com os trabalhos de xeroxcopy art, xerografia, xerocópia, fotocópia e eletrografia. Partindo de uma pesquisa realizada em 1980 sobre o uso da xerografia por artistas nas décadas de 70 e início de 1980, a exposição apresenta obras e depoimentos de artistas que usaram xerox em sua produção artística, entre eles: Alex Flemming, Gerty Saruê, Hudinilson Jr., Julio Plaza, Leon Ferrari, Nelson Leirner, Regina Silveira, e muitos outros. Saiba mais.

Hudinilson Jr., Xerox Action (Divulgação)

LEVANTES
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: GEORGES DIDI-HUBERMAN
DE 18/10 A 28/1
SESC PINHEIROS

A exposição convida o público a uma reflexão sobre as manifestações populares e as insurgências por meio da arte. Organizada e idealizada pelo Jeu de Paume (histórica instituição que tradicionalmente acolhe exposições de arte e fotografia em Paris), "Levantes” é uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas, na qual estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e/ou revoluções. Saiba mais.

Chieh-Jen CHEN, The Route, 2006, 35 mm film transferred onto DVD: color and black and white, silent, 16:45 min. © Chieh-Jen Chen, courtesy galerie Lily Robert.

LEMBREI QUE ESQUECI
ARTISTAS: AMÉLIA TOLEDO
CURADORIA: MARCUS LONTRA
ATÉ 8/1
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

A individual da artista, que faleceu no último mês de novembro, aos 90 anos, é uma homenagem aos 60 anos de sua carreira. Contemporânea de artistas como Lygia Pape e Mira Schendel, Amélia integra um grupo célebre por aproximar a arte do cotidiano das pessoas. Conhecida por investigar as potencialidades de diferentes materiais e técnicas, a artista se tornou notável como escultora, pintora, desenhista e designer. Para explorar todas as suas facetas, a exposição reúne cerca de 60 obras da artista divididas em núcleos temáticos. Saiba mais.

Amélia Toledo, Glu Glu 2 (Foto: Isaias Martins)

ÚLTIMOS DIAS

35° PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: LUIZ CAMILLO OSORIO
ATÉ 17/12
MAM - MUSEU DE ARTE MODERNA

Realizado a cada dois anos, o Panorama da Arte Brasileira - criado em 1969 com o propósito de reconstruir o acervo do MAM - é um espaço de experimentação para curadores e de mapeamento da produção contemporânea de todas as regiões do país. Na atual - e polêmica - edição, que leva o título "Brasil por Multiplicação", a inspiração é um dos textos seminais de Hélio Oiticica, Esquema Geral da Nova Objetividade (1967), propondo uma reflexão sobre questões cruciais para a arte e a cultura brasileiras, revelando a atualidade do pensamento de Oiticica em sobreposição à realidade do país e de sua arte ainda hoje. Saiba mais.

Mão na Lata- Da minha janela, 2012. Fotografia pinhole. Foto: Jailton Nunes / Mão na Lata.

FRANCISCO BRENNAND – MESTRE DOS SONHOS
ARTISTAS: FRANCISCO BRENNAND
CURADORIA: ROSE LIMA
ATÉ 17/12
CAIXA CULTURAL

A individual do artista reconhecido por sua arte sincrética conta com 31 obras de seu acervo original, produzidas em diversas fases da sua carreira. Seus trabalhos evidenciam temas como reprodução, mitologia, sexualidade, fauna e flora, personagens históricos e divindades, permeados por signos da tradição popular do Nordeste, bastante valorizados em suas criações. Através das cerâmicas, pinturas, desenhos e fotografias o público paulistano pode apreciar um pouco do universo místico e fantástico da Oficina Cerâmica Francisco Brennand e do monumental Parque das Esculturas, criados por Brennand em Recife (PE). Saiba mais.

Francisco Brennand (Recife, PE 1927) e conjunto escultórico em cerâmica vitrificada “Comediantes”. Sem data. Foto: Rafael Martins.

TEMPO PRESENTE
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: AMANDA DAFOE E RODRIGO VILLELA
ATÉ 17/12
ESPAÇO CULTURAL PORTO SEGURO

A exposição traz sete instalações interativas com o objetivo de incentivar a ocupação do espaço cultural pelo público, e reúne obras de Tomie Ohtake, Leandro Lima e Gisela Motta, Laura Vinci, Coletivo Opavivará, Laura Belém, Nazareno e Raquel Kogan. "As obras escolhidas têm em comum a capacidade de convidar o público para uma posição ativa, tanto física, quanto no plano reflexivo, quebrando assim a usual posição de uma contemplação passiva", afirma Amanda Dafoe, curadora da mostra. Saiba mais.

Opavivará, Rede Social (Divulgação)

GRANDE COLETIVA DE ARTE NAÏF
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: JACQUES ARDIES
ATÉ 22/12
GALERIA JACQUES ARDIES

A arte naïf é uma expressão artística que surgiu na eclosão da arte moderna. Os artistas naïfs, via de regra, não pretendem seguir as regras da academia, e, por meios próprios, inventam uma linguagem pessoal, expressando suas experiências de vida. A "Grande Coletiva de Arte Naïf", exposição que tradicionalmente encerra a agenda expositiva da galeria, reúne mais de 80 obras, de 30 artistas brasileiros, mesclando formas distintas de se fazer arte, cada uma com o seu conceito e processo criativo particular. Saiba mais.

Ana Denise, Forró no mercado, 60 x 80cm (Galeria Jacques Ardies/Divulgação)

NA ARTE INTERESSA O QUE NÃO
ARTISTAS: DÉCIO PIGNATARI
CURADORIA: JOÃO BANDEIRA
ATÉ 20/12
GALERIA MILLAN

A galeria encerra duas mostras com exibições simultâneas nos próximos dias: a mostra de Décio Pignatari, onde são apresentados cerca de trinta trabalhos do artista, muitos dos quais são menos conhecidos do público, incluindo alguns há muito fora de circulação, produzidos entre os anos 1950 até os 2000, mas sem deixar de fora exemplos dos clássicos da produção do artista; e a individual "Pisa na Paúra", com a produção mais recente de Lenora de Barros, que examina temas como violência e medo por meio de diferentes suportes, incluindo vídeo, instalação, lambe-lambe e cerâmica. Saiba mais.

Décio Pignatari, Exercício #D7 (Divulgação)

NATUREZA INCONTORNÁVEL
ARTISTAS: KILIAN GLASNER
CURADORIA: PAULO KASSAB JR.
ATÉ 20/12
GALERIA LUME

Kilian Glasner deixa a mente a milhão ao criar desenhos que parecem registrar o real. Na mostra, 15 de seus trabalhos concebidos depois de um retiro de quatro meses na região da Chapada Diamantina, na Bahia, estão expostos. Fã do Parque Nacional, o pintor partiu para seu refúgio pela sexta vez, e após meses de imersão total no ambiente, processo que envolveu dias a fio acampando sem um celular sequer por perto, ele voltou para seu ateliê no Recife com a cabeça cheia de ideias e, na mala, uma infinidade de registros fotográficos – base, de fato, para os seus desenhos. Saiba mais.

Kilian Glasner, Grande Relevo, 2017. Pastel sobre papel, 92 x 122 cm (Divulgação)

Essas e outras exposições que permacem em cartaz neste final de ano você pode conferir na agenda do InfoArtSP. Perdeu as aberturas da semana? Confira aqui.