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Programe-se: mostras em galerias paulistanas que você não pode perder em 2018

Com o fim do ano, encerra-se também a programação de exposição das galerias da cidade para 2018. Além das exposições em cartaz nos museus e instituições de São Paulo em dezembro, as tradicionais galerias de arte oferecem um amplo leque de opções, com obras nos mais variados suportes que integram mostras individuais e coletivas. 

O InfoArtSP fez uma seleção com as principais exposições que acontecem nestes espaços para você se programar e aproveitar o melhor das artes visuais na capital paulista! Confira as opções a seguir e lembre-se: antes de fazer sua visita, certifique-se dos horários e dias de funcionamento desses espaços. Dessa forma você evita aborrecimentos neste final de ano. Aproveite!

AONDE VAMOS?
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: PAULO KASSAB JR.
ATÉ 31/1
GALERIA LUME

Com trabalhos de artistas de diferentes gerações, a exposição coletiva sugere uma reflexão crítica acerca de questões políticas e sociais que assolam o país. Direta ou indiretamente, as obras dialogam com o momento que o Brasil atravessa e, sem apresentar respostas, propõem uma série de indagações sobre a relação de uma intolerância crescente cultivada em nossa sociedade com hábitos de consumo fugazes e a imponência das redes sociais em nossas vidas. Adolfo Montejo Navas, Ana Vitória Mussi, Clara Ianni, Ile Sartuzi, Kilian Glasner, Nazareth Pacheco, Ole Ukena e Tiago Tebet são os artistas que participam da exposição. Saiba mais.

Ole Ukena, Trust. Foto: Divulgação.

RUPTURA
ARTISTAS: VÁRIOS
ATÉ 19/1
LUCIANA BRITO GALERIA

A coletiva histórica, com nomes pioneiros do concretismo brasileiro, reúne mais de 50 obras de artistas expoentes do movimento "Ruptura", e é uma reedição de um projeto apresentado pela galeria em Nova York, em 2017.  O grupo Ruptura representou um marco qualitativo na produção e na discussão da arte feita no Brasil, dando lugar a desdobramentos importantes, entre eles o neoconcretismo. Artistas como Geraldo de Barros, Augusto de Campos, Judith Lauand, Luiz Sacilotto, entre outros, apresentam desenhos, pinturas, esculturas, objetos e fotografias - trabalhos que ainda estabelecem íntimo diálogo com a arquitetura do espaço da galeria, uma casa edificada nos anos 1950 por Rino Levi e hoje patrimônio cultural. Saiba mais.

Geraldo de Barros, Arranjo de três formas semelhantes dentro de um círculo, 1953. Esmalte sobre kelmite, 60 x 60xm. Foto: Divulgação / Luciana Brito Galeria.

REGINA VATER
ARTISTA: REGINA VATER
ATÉ 24/1
GALERIA JAQUELINE MARTINS

A mostra apresenta cerca de 50 obras da artista intermídia - entre fotografias, vídeos e instalações fundamentais da trajetória de Vater - que evidenciam a sua incontestável atitude pioneira ao explorar as relações entre sociedade, natureza e tecnologia. Ao longo da pesquisa da artista sempre estiveram presentes exercícios sobre temas abrangentes, como o tempo, e sua relação com mitos indígenas, e também questões urgentes e pontuais vistas através da lente do feminismo e a posição social da mulher - levando com que toda a sua obra se localize em um espaço fronteiriço entre a ação política e a criação artística. Saiba mais.

Regina Vater, Mulher mutante, 1968. Laca sobre MDF, trilhos e rodízios, aprox. 90 x 180 x 40 cm. Foto: Divulgação.

JARDIM DE YEDA
ARTISTA: SIMONE CUPELLO
ATÉ 26/1
CENTRAL GALERIA DE ARTE

A individual da artista exibe uma única instalação inédita, com cerca de 2.000 fotografias impressas suspensas por fios de aço. A obra é a terceira da série Varais, apresentada na Frestas Trienal de Artes de Sorocaba, em 2017, e segue a linha da artista de problematizar nossa relação estandardizada com os acervos fotográficos ao conferir ao suporte, o corpo da fotografia, o mesmo protagonismo das imagens retratadas - Cupello diz não ter interesse pelas memórias iconográficas, mas sim pela interação das pessoas com a matéria fotográfica. Para criar a obra em exibição na galeria, a artista utilizou o acervo fotográfico de uma pessoa que ela desconhece, e que reunia imagens realizadas em inúmeras viagens pelo mundo ao longo de 30 anos. Por fim, ao criar justaposições entre as imagens e alterar a leitura linear e cronológica que normalmente se faz de uma série de fotografias pessoais, a artista cria um organismo que pulsa no espaço e passa a reivindicar não apenas a percepção visual do espectador, mas todas as suas faculdades sensíveis. Saiba mais.

Obra fica em cartaz até final de janeiro de 2019. Foto: Divulgação.

SAUDADE
ARTISTA: NOT VITAL
ATÉ 19/1
GALERIA NARA ROESLER

A individual do artista suiço reúne esculturas e desenhos que destacam sua capacidade em descontextualizar, reconfigurar e re-localizar fragmentos e símbolos culturais. Os diversos mundos contidos na obra de Vital, e expostos na galeria, decorrem de sua vivência: nasceu em 1948 em Sent, na Suíça; aos 18 anos mudou-se para Paris; pouco depois, para Roma; e para Nova York, em 1976 e desde então, tem viajado incessantemente aos quatro cantos do mundo, tendo vivido e trabalhado periodicamente em Agadèz (Níger), Lucca (Itália), Pequim (China), Patagônia (Chile) e Rio de Janeiro (Brasil). Saiba mais.

Not Vital, Moon, 2018. Foto: Cortesia do artista e da Galeria Nara Roesler.

EMISSÁRIO
ARTISTA: RAFAEL ALONSO
ATÉ 20/12
GALERIA MILLAN

Em sua primeira exposição na galeria, o artista fluminense apresenta um conjunto de aproximadamente 50 pinturas sobre tela, madeira e compensado, de pequenos e grandes formatos, produzidas entre 2017 e 2018. Em exibição no Anexo Millan, a mostra exibe pinturas bem diferentes entre si, mas que carregam, em diferentes graus, o mesmo raciocínio: a ideia de que elas seriam sintomas da crise de certa ideia de “realidade”. Assim, o artista propõe uma reflexão bem humorada sobre as concepções cristalizadas do que seria o fazer artístico - utilizando-se da cor, da composição, da ocupação do espaço, do uso dos materiais e do uso das palavras para atingir tal objetivo. Saiba mais.

Rafael Alonso, Chuva Dourada, 2018. Acrílica sobre compensado, 160 x 200 cm. Foto Divulgação.

MEMÓRIA E ENGAJAMENTO
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: ADRIANA REDE
ATÉ 7/2
GALERIE BRÉSIL

A exposição inaugural do espaço físico da Galerie Brésil reúne 12 artistas, entre nomes renomados e talentos em destaque no circuito das artes. Memórias de ações de engajamento político nas artes permeiam as presentes obras de grandes artistas, como Antonio Henrique Amaral (falecido, em 2015), Claudio Tozzi e Nelson Leirner, reconhecidos internacionalmente como representantes da arte política na história do Brasil nos anos 60 e 70 e inicio dos anos 80. O tema histórico abordado na mostra ainda abre espaço para temas atuais serem discutidos, como ativismo urbano, social e ambiental. Saiba mais.

Nelson Leirner, Um Linha Dura... Não Dura... . Foto: Divulgação.

CRÔNICAS URGENTES
ARTISTAS: MAXWELL ALEXANDRE, MARCELA CANTUÁRIA E VICTOR MATTINA
ATÉ 24/1
FORTES D'ALOIA & GABRIEL

Os três pintores cariocas reunidos para a exposição têm em comum a escolha da narrativa como eixo central de suas obras. A urgência, citada no título da mostra, desvela uma relação paradoxal na composição dessas pinturas: em uma era de saturação e produção constante de imagens, seus traços eternizam na tela enredos atrelados ao calor do momento. Em conjunto, deixam emergir histórias e personagens antes marginalizados ou de presença pouco frequente na esfera da arte contemporânea, em um momento politico de urgente rearticulação de vozes e narrativas. Saiba mais.

Maxwell Alexandre Santa Cruz, da série Caravelas de Hoje, 2018. Látex, graxa, betume, carvão, acrílica e bastão oleoso sobre tela, 192 x 300 cm. © Maxwell Alexandre. Foto: Eduardo Ortega / Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel.

VIVER EM UM MUNDO ABSTRATO
ARTISTA: ALBANO AFONSO
ATÉ 22/12
CASA TRIÂNGULO

Em sua nona mostra na Casa Triângulo, o artista paulistano apresenta fotografias inéditas, instalação, paisagens pintadas e desenhadas com cores primárias, naturezas-mortas, autorretratos que abordam questões relacionadas ao desejo e esculturas em metal que retratam partes do corpo humano e o ato de fechar os olhos para reintegrar partes soltas da memória. O percurso pelas obras do artista é vagueante, de distanciamento e aproximação, sugerindo um meio de acesso ao abstrato contido na potência do limite da percepção sensorial que define abstrato como imagem ininteligível. Saiba mais.

Albano Afonso, da série Cristalização da Paisagem, Parque da Luz, 2018. Pigmento natural sobre papel algodão, 70 x 105 cm. Foto: Divulgação.

METEORO
ARTISTA: WAGNER MALTA TAVARES
ATÉ 31/1
GALERIA MARILIA RAZUK

Dando sequência à sua produção, WMT estabelece relações entre o imaginário POP, a literatura clássica, princípios construtivos e elementos impalpáveis, como a luz, o ar em movimento, o calor, o frio e aroma, com o intuito de ampliar o campo da arte à procura de uma possível metafisica dos corpos. Na mostra o artista multimídia apresenta esculturas em tubo de cobre, uma foto em grande formato, colagens e pequenos cartazes. Todos os trabalhos dessa exposição são resultado do natural desenvolvimento da ocupação Perfume de Princesa, realizada em 2016 no Beco do Pinto-Solar da Marquesa-Casa do Olhar, no centro antigo de São Paulo. Saiba mais.

A exposição fica em cartaz até o final de janeiro de 2019. Foto: Reprodução / Galeria Marilia Razuk.

Confira também todas as exposições em cartaz nos museus e instituições da cidade em nossa agenda.