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Programe-se: a arte não tira férias em SP!

O final de ano chegou! Após um ano cheio de exposições em São Paulo, o último mês de 2018 ainda abriga inúmeras exposições imperdíveis, que permanecem ou entram em cartaz nos museus e instituições da cidade. Essa é uma excelente oportunidade para visitar aquela exposição que você ainda não conseguiu separar um tempo, ou levar os pequenos para um passeio de férias e conhecer os muitos instrumentos culturais que a cidade oferece. As galerias de arte também oferecem um circuito incrível de exposições ao longo do mês, encerrando suas programações em 2018 com mostras coletivas e individuais.

O InfoArt selecionou as principais mostras que não podem ficar de fora da sua lista de exposições visitadas em 2018! Confira a seguir as opções e, antes de fazer sua visita, confirme os horários e dias de funcionamento, bem como o valor da entrada dos espaços que pretende visitar. Programe-se para não ter dor de cabeça e bom passeio!

ROSANA PAULINO: A COSTURA DA MEMÓRIA
ARTISTA: ROSANA PAULINO
CURADORIA: VALÉRIA PICCOLI E PEDRO NERY
DE 8/12 A 4/3
PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO

A primeira retrospectiva da artista paulista encerra o ano dedicado às artistas mulheres na Pinacoteca. Ao percorrer 25 anos da produção de Rosana Paulino, e apresentar mais de 140 obras produzidas por ela, a mostra coloca em discussão o lugar da mulher negra na sociedade contemporânea e a herança da escravidão no Brasil. A artista surgiu no cenário artístico nos anos 1990 e se destacou, desde o início de sua prática, como voz única de sua própria geração, ao abordar de forma afiada temas socais, étnicos e de gênero - questões perturbadoras no contexto da sociedade brasileira que se refletem em situações decorrentes do racismo e dos estigmas deixados pela escravidão. A artista utiliza técnicas distintas, como instalações, gravuras, desenhos, esculturas, etc, para questionar a visão colonialista da história que subsidia a (falsa) noção de democracia racial brasileira. Saiba mais.

A Pinacoteca recebe simultaneamente à individual de Rosana Paulino outras seis exposições. Confira aqui a programação da instituição. Foto: Divulgação.

IMAGENS IMPRESSAS: UM PERCURSO HISTÓRICO PELAS GRAVURAS DA COLEÇÃO ITAÚ CULTURAL
ARTISTAS: DELACROIX, GOYA, TOULOUSE-LAUTREC, REMBRANDT, MANET E OUTROS
CURADORIA: MARCOS MORAES
ATÉ 17/2
ITAÚ CULTURAL

A exposição mapeia seis séculos da produção gráfica europeia em mais de 100 imagens do acervo da instituição, composto por 453 imagens impressas. De forma didática, a mostra surpreende pela diversidade de temas, destinações das gravuras e de técnicas utilizadas pelos artistas do século XV ao XX. Entre os artistas estão nomes mais conhecidos por suas pinturas, como Pablo Picasso, Edvard Munch, Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec e Rembrandt van Rijn. Saiba mais.

Pablo Picasso, David et Bethsabée, 1949. Foto: Succesion AUTVIS Br / Itáu Cultural.

AI WEIWEI RAIZ
ARTISTA: AI WEIWEI
CURADORIA: MARCELLO DANTAS
ATÉ 20/1
OCA - PARQUE DO IBIRAPUERA

A maior mostra já realizada pelo artista plástico Ai Weiwei - e a primeira do chinês no Brasil - ocupa a Oca, prédio de Oscar Niemeyer no Parque Ibirapuera, até janeiro de 2019. A exposição apresenta parte da produção deste brilhante artista - que teve sua primeira exposição aos 41 anos de idade - por meio de alguns dos seus mais icônicos trabalhos, além das obras inéditas criadas a partir da imersão do artista na cultura e nas tradições brasileiras. Temas caros ao artista, como a crise mundial de imigração - ponto de partida para inúmeras obras e para um documentário produzido por Weiwei - e a liberdade de expressão, estão presentes entre as 70 obras reunidas para a mostra. Saiba mais.

Instalação Sunflower Seeds, de Ai Weiwei, na Oca Ibirapuera. Foto: Tauã Miranda / InfoArtSP.

50 ANOS DE REALISMO – DO FOTORREALISMO À REALIDADE VIRTUAL
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: TEREZA DE ARRUDA
ATÉ 14/1
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Com acervo inédito de cerca de 100 obras do fotorrealismo à realidade virtual, a exposição tem como ponto inicial a realidade e sua representação nos últimos 50 anos através de pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas de 30 artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros, como John De Andrea, Ben Johnson, Craig Wylie, Javier Banegas, Ralph Goings, Raphaella Spence, Simon Hennessey e os brasileiros Fábio Magalhães, Giovanni Caramello, Hildebrando de Castro e Regina Silveira. A proposta curatorial possui um caráter de ineditismo, pois o fenômeno da representação da realidade na arte contemporânea nunca foi tratado partindo do fotorrealismo, sendo este aprimorado no hiper-realismo, seguido da perspectiva de expansão futura da realidade virtual. Saiba mais.

Simon Hennessey - Close up and Personal. Foto: Divulgação.

LASAR SEGALL: ENSAIO SOBRE A COR
ARTISTA: LASAR SEGALL
CURADORIA: MARIA ALICE MILLIET
ATÉ 5/3
SESC 24 DE MAIO

A exposição, realizada em parceria com o Museu Lasar Segall, apresenta ao público uma profunda análise cromática sobre a produção do artista lituano que foi incorporado à história da arte brasileira. Um raro e amplo conjunto de trabalhos de Lasar Segall, entre pinturas, desenhos, escultura, além de fotografias e documentos, foi reunido a partir do empréstimo de obras de coleções particulares e de grandes instituições. A mostra é dividia em quatro núcleos que reúnem obras produzidas em diferentes períodos e que abordam temas como os flagelos migratórios, os horrores da II Guerra e o mergulho de Segall no modernismo brasileiro - além de um conjunto de obras do período em que se refugiou nas montanhas de Campos do Jordão. Obras de outros artistas - como Cândido PortinariTarsila do Amaral - integram a mostra com o intuito de estabelecer um diálogo com a obra do artista. Saiba mais.

Lasar Segall, Viúva e filho II (detalhe), 1920. Óleo sobre tela, coleção particular. Foto: Tauã Miranda / InfoArtSP.

RAFAEL E A DEFINIÇÃO DA BELEZA
ARTISTAS: RAFAEL E OUTROS
CURADORIA: ELISA BYINGTON
ATÉ 13/1
CENTRO CULTURAL FIESP

A obra de Rafael, o mais jovem da tríade formada também por Leonardo da Vinci e Michelangelo, se inspira tanto na Antiguidade Clássica quanto na natureza, materializando-se como síntese de elegância e naturalidade. Na exposição, que antecipa às celebrações que marcam os 500 anos de morte de Rafael de Urbino (1483-1520), estão expostas obras de grandes mestres do Renascimento de diversas coleções italianas e do próprio artista, considerado o maior e mais perfeito representante da Idade de Ouro do Renascimento - os primeiros anos do século XVI que abarcam um dos mais ricos e importantes períodos da história da arte ocidental. Entre os itens expostos estão cartões (a última fase do desenho preparatório, antes de ser transposto para a parede), como o da escola de Atenas, e outros estudos, como os feitos para a realização de O Massacre dos Inocentes. O público pode ainda explorar os locais onde estão alguns afrescos produzidos por Rafael e sua equipe através de óculos de realidade virtual e de projeções - ideal para todas as idades!  Saiba mais.

Rafael Sanzio, cartão com "Escola de Atenas", 1509. Foto: Tauã Miranda / InfoArtSP.

RUBEM VALENTIM: CONSTRUÇÕES AFRO-ATLÂNTICAS
ARTISTA: RUBEM VALENTIM
CURADORIA: FERNANDO OLIVA
ATÉ 10/3
MASP - MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND

A belíssima mostra no MASP homenageia o pintor, escultor e gravador, Rubem Valentim, responsável por promover potentes articulações entre os elementos da tradição ocidental e as raízes africanas presentes na cultura brasileira. Durante a juventude na Bahia, Valentim transitava entre a igreja católica e terreiros de candomblé - e boa parte da sua produção, que ganha destaque com as 92 obras expostas na mostra, é norteada por emblemas inspiradas nesses ritos. O artista, apesar de sua importância, da qualidade e força de sua obra, ainda não possui o devido reconhecimento de sua contribuição histórica para a cultura nacional e internacional. Com a exposição, o museu encerra o ciclo de histórias afro-atlânticas, eixo curatorial ao qual se dedicou em 2018, e apresenta ao público a obra deste importante artista brasileiro. Saiba mais.

Rubem Valentim, Conjunto altar sacral emblemático, década de 1980. Madeira, coleção particular. Foto: Tauã Miranda / InfoArtSP.

OLHARES REVELADOS
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: SILVIO PINHATTI
DE 8/12 A 13/1
MUSEU AFRO-BRASIL

A exposição procura despertar os olhos do público para a arte fotográfica, algo que vem se perdendo no século XXI, segundo o curador. Vivemos bombardeados de imagens a todo instante, grande parte em razão das diversas redes sociais, as quais se tornaram ferramentas práticas na produção massificada de imagens. Ao reunir sete fotógrafos brasileiros, que possuem em comum o afeto e a celebração do fazer fotográfico e a busca da beleza e da comunicação por meio da fotografia, a coletiva pretende revelar ao espectador - que vive este momento de banalização da fotografia, com imagens cada vez mais prolixas e sem caráter autoral - a singularidade e o olhar especial dos fotógrafos escolhidos. Através de uma grande diversidade de trabalhos, é possível identificar o que cada fotógrafo enxerga como belo. Uma excelente reflexão para todas as idades! Saiba mais.

Pedro Sampaio, Irã 1, 2015.

MILLÔR: OBRA GRÁFICA
ARTISTA: MILLÔR FERNANDES
CURADORIA: CÁSSIO LOREDANO, JULIA KOVENSKY E PAULO ROBERTO PIRES
ATÉ 27/1
INSTITUTO MOREIRA SALLES PAULISTA

O IMS exibe a primeira retrospectiva dedicada aos desenhos do humorista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes - que tem o seu acervo, com mais de seis mil desenhos, sob a guarda do IMS desde 2013. A mostra divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa e importante produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963. Na mostra os curadores mapeiam os principais temas que estiveram presentes ao longo de 70 anos de produção do artista a partir de 500 originais. Saiba mais.

Millôr Fernandes, Desenho, 1974. Nanquim, crayon, aquarela e ecoline sobre cartão, 26,5 x 39 cm. Acervo Millôr Fernandes / Instituto Moreira Salles.

NOVA FOTOGRAFIA 2018: TIPOS
ARTISTA: FERNANDO BANZI
DE 13/12 A 27/1
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM

O MIS encerra o "Nova Fotografia 2018" com a sexta exposição do projeto neste ano, desta vez com o trabalho do fotógrafo Fernando Banzi. "Tipos" é uma série de fotopinturas digitais, fruto de pesquisa imagética, aplicada em 12 retratos do fotógrafo Alberto Henschel - conhecido pelo registro das paisagens do Rio de Janeiro e do cotidiano da monarquia brasileira durante o Segundo Reinado. No fim dos anos de 1860, em Recife e Salvador, Henschel produziu retratos de pessoas de origem africana mostrando-as à vontade e com dignidade, como indivíduos e não como objetos. Utilizando a fotopintura digital e a manipulação de imagem, o artista possibilitou novas e diferentes narrativas ao pesquisar tecidos, indumentárias africanas e tons de pele, ressignificando tais retratos e atualizando, através da fotografia de época, a questão histórica e estrutural relacionada à população negra brasileira. Saiba mais.

Exposição encerra o programa "Nova Fotografia 2018". Foto: Divulgação.

BOCCIONI: CONTINUIDADE NO ESPAÇO
ARTISTA: UMBERTO BOCCIONI
CURADORIA: ANA MAGALHÃES E ROSALIND MCKEVER
ATÉ 24/3
MAC USP - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

A obra Formas Únicas da Continuidade no Espaço, que integra a coleção do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, é a mais celebrada do futurista italiano Umberto Boccioni (1882-1916), por marcar tanto o ápice da tentativa do artista de dar vida à escultura, criando figuras em movimento, quanto o início do futurismo italiano, ainda no início do século XX, influenciando todo o percurso da arte moderna posterior. A mostra se baseia na pesquisa multidisciplinar e inédita das curadoras, que investigaram aspectos históricos, estéticos e técnicos da produção artística de Boccioni, em colaboração com instituições nacionais e internacionais. Dessa forma, a exposição apresenta ao público uma experiência derivada da pesquisa acadêmica, mas em um trajeto visual que permite acompanhar a feitura e a difusão da obra de arte. Saiba mais.

Umberto Boccioni, Formas Únicas da Continuidade no Espaço. Foto: Reprodução / MAC USP.

Confira também as exposições em cartaz nas galerias da cidade. Boas festas!