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NYT elege 'Histórias afro-atlânticas' como a exposição do ano

Mostra foi eleita a melhor do ano por um dos três principais críticos de arte do jornal. 

A coletiva "Histórias afro-atlânticas", carro-chefe do eixo temático de mesmo nome que pautou o ano no MASP, foi eleita pelo crítico Holland Cotter como a melhor mostra de 2018 na avaliação dos críticos do The New York Times. Cotter é um dos três principais críticos de arte do jornal americano, que divulgou nesta quarta-feira a sua seleção dos melhores no mundo das artes neste ano. A exposição coletiva foi realizada pelo MASP em parceria com o Instituto Tomie Ohtake, entre junho e novembro deste ano.

Segundo o crítico, vencedor de um Prêmio Pulitzer de Crítica, a exposição "foi de se encher os olhos e alterou a mentalidade sobre como um grande mal - a escravidão - revolucionou um hemisfério". A exposição brasileira foi a primeira colocada entre as dez escolhidas por Cotter, que ainda elogiou a mostra no Tomie Ohtake e o que parecia "um ato de coragem". Outros 26 eventos de arte, obras em museus e galerias, artistas emergentes e fatos notáveis foram citados pelos críticos da publicação americana.

Vistas da exposição. Foto: Divulgação.

Sobre a exposição
A enorme "Histórias afro-atlânticas" apresentou uma seleção de 450 trabalhos de mais de 200 artistas, do século 16 ao 21, em torno dos “fluxos e refluxos” entre a África, as Américas, o Caribe, e também a Europa.

A exposição é recorde de público da atual gestão, que tem o curador Adriano Pedrosa como diretor artístico. Com 180.000 visitantes no museu, superou a de Toulouse-Lautrec, que teve 165.000 em 2017. No Tomie Ohtake, foram 138.000 visitantes durante o período de exibição.