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Novo documentário sobre Joseph Beuys: o que você deve saber do artista antes de assistir

por bigorna.art.br

Chapéu que não desgruda da cabeça, colete parecido com aqueles de pescador, um ar de quem vai salvar o mundo e sempre acompanhado por um séquito de pessoas admiradas. A descrição funciona para o Indiana Jones, mas é de Joseph Beuys, que não deixou de ser um grande herói para a arte. Com uma obra nada fácil de se entender, porém uma das mais revolucionárias produções do século 20, o alemão ganhou agora um documentário sobre seu trabalho, dirigido por Andres Veiel. Não vá esperando que Beuys explique o processo criativo do artista, o vocabulário singular da sua obra ou a teoria da arte construída por ele que transformou a produção artística. O mérito do documentário é o imenso arquivo de imagens e nem tanto o didatismo. É aí que entra o BIGORNA:

"Plight", de Joseph Beuys, no Centre Pompidou. Foto: Julia Flamingo.

ENTENDENDO O MITO
As quase duas horas do documentário Beuys, lançado no inicio de 2018, mostra registros de performances, entrevistas e aulas do alemão que viveu entre 1921 e 1986 em altíssima definição. “Ver” Beuys é importante quando se fala na sua obra: ele é um dos melhores exemplos do artista-mito, quase como uma lenda personificada num personagem excêntrico e diferentão. Sua aura vinha acompanhada de uma história da sua origem como artista (assista aqui ao vídeo onde explico sobre esta e outras “mentiras” na arte): ele se voluntariou para lutar na Segunda Guerra Mundial, seu avião foi atingido e caiu no deserto da Crimeia. Salvo por tártaros, ele foi envolvido em feltro e gordura para o esquentar – os materiais foram usados por ele durante o resto de sua vida.

TODO HOMEM É UM ARTISTA
O ponto principal do pensamento de Beuys é que arte e vida são uma coisa só. Nas suas esculturas-sociais, ele trazia vida às esculturas em feltro, cera, cobre, gordura e ferro, prestando atenção nas suas características intrínsecas, como seu peso, temperatura, energia, condutividade e capacidade de isolamento. Ao mesmo tempo, ele falava que a vida – linguagem, política, pensamento e atividades sociais – eram esculturas esculpidas por todos os indivíduos. É daí que vem a máxima “Todo homem é um artista”: para ele, as esculturas eram construções feitas em grupo.

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