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Mostras de arte inauguram em museus e galerias paulistanas

Confira a seleção do InfoArt com as melhores exposições de artes visuais que acontecem em São Paulo esta semana

São Paulo recebe mais exposições de artes visuais durante essa semana em alguns de seus museus e galerias. Ao todo, seis mostras entram em cartaz durante a semana, enquanto outras seguem para os seus últimos dias de exibição. 

Essa também é a última semana (até 22/1) para coletivos e artistas se inscreverem no projeto "Ocupação", do Red Bull Station, que oferecerá as instalações do centro cultural, no centro de São Paulo, para que diversos artistas possam desenvolver seus trabalhos ao longo do mês de fevereiro na cidade. As inscrições vão até 22/1.

No Museu da Imigração, as atividades voltadas para famílias e crianças de diferentes faixas etárias continuam; e no Museu Afro Brasil a programação especial teve início na terça-feira (16), com brincadeiras, jogos e oficinas que aproximarão as crianças das exposições em cartaz no museu.

O Sesc Pompeia apresenta também o projeto “De Mestres e Donas: Arte e Cultura Popular Brasileira”, com mais de 50 atividades, entre cursos, intervenções e oficinas, que apresentam a coletividade artística nacional a partir da singularidade dos trabalhos de arte popular de artesãos e artesãs brasileiros.

ABERTURAS

9° SALÃO DOS ARTISTAS SEM GALERIA REALIZA DUAS MOSTRAS EM SÃO PAULO
ARTISTAS: VÁRIOS
DE 16/1 A 24/2
GALERIA SANCOVSKY E ZIPPER GALERIA

Abrindo o calendário de artes em São Paulo, o "Salão dos Artistas Sem Galeria" tem como objetivo avaliar, exibir, documentar e divulgar a produção de artistas plásticos que não tenham contratos verbais ou formais (representação) com qualquer galeria de arte na cidade. Em sua 9ª edição, o Salão apresenta duas exposições coletivas simultâneas com as obras dos 10 artistas selecionados em 2018 - obras em diferentes técnicas e formatos, como pinturas, esculturas, desenhos, colagens e fotografias. Saiba mais.

Sônia Dias, Série Ecos, 2017. Fotografia, 60 x 80 cm. (Divulgação)

OITO DÉCADAS DE ABSTRAÇÃO INFORMAL
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: LAURO CAVALCANTI E FELIPE CHAIMOVICH
DE 16/1 A 22/4
MAM - MUSEU DE ARTE MODERNA

O MAM recebe duas exposições simultâneas até o final de abril. Em "Oito décadas de abstração informal", mais de 80 obras de artistas precursores do movimento abstrato e outras de artistas mais recentes são expostas na mostra que reúne duas importantes coleções nacionais: Instituto Casa Roberto Marinho (instituto que será inaugurado em março de 2018, no Rio de Janeiro) e MAM-SP. A mostra revela a permanência e a potência da abstração informal desde o período do final da década de 1940 até o ano de 2012. Já na mostra "Mira Schendel: Sinais/Signals", o museu exibe mais de 100 trabalhos da artista suíça Mira Schendel (1919 – 1988), radicada no Brasil em 1949. Com curadoria de Paulo Venâncio Filho, "Sinais/Signals" ressalta a principal característica de Schendel, que é a “redução ao mínimo” em diferentes suportes. Saiba mais aqui e aqui.

Nuno Ramos (Foto: Romulo Fialdini)

P/B - ACERVO MAB
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: JOSÉ LUIS HERNÁNDEZ ALFONSO E LAURA RODRÍGUEZ
DE 17/1 A 16/12
MAB - MUSEU DE ARTE BRASILEIRA | FAAP

O MAB FAAP apresenta duas mostras ao longo do ano de 2018: "P/B - Acervo MAB", com um recorte de obras de diversos artistas e períodos exclusivamente dominadas pelos pigmentos preto, branco e as gamas intermediárias de tons de cinza; e a mostra "A cor não tem fim: pinturas e tapeçarias de Jacques Douchez", que presta homenagem ao artista e tapeceiro francês, radicado brasileiro em 1949. Na primeira, predominam técnicas de desenho, e a mostra apresenta a importância do preto e do branco na história da arte brasileira - do modernismo até os dias atuais. Já a segunda é uma homenagem ao artista que foi um dos mais notáveis tapeceiros da segunda metade do século XX, sendo que suas ideias e realizações passaram a distinguir artisticamente a tapeçaria produzida no Brasil. Saiba mais aqui e aqui.

Ulysses Boscolo, Série Odisseia, 2012/13. Gravura em metal sobre papel, ponta seca e raspador, 30 x 25,5 cm. Acervo Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP.

TRAUMA
ARTISTAS: IVAN PADOVANI
CURADORIA: NATHALIA LAVIGNE
DE 16/1 A 24/2
ZIPPER GALERIA

A primeira mostra no calendário 2018 do projeto Zip'Up, da Zipper Galeria, apresenta o trabalho de Ivan Padovani e sua experiência de congelar em imagens fragmentos de uma cidade em trânsito. Na mostra, o artista apresenta um conjunto de imagens de obras de infraestrutura paralisadas na cidade de São Paulo - paisagem quase padrão na cidade, especialmente nos últimos anos que antecederam as transformações urbanas prometidas para a Copa do Mundo. Ao isolar esses blocos de concreto e vigas metálicas de qualquer outro referencial, as imagens dão às estruturas o aspecto de monumentos, evocando um certo ideal de transformação que parece ter ficado em suspenso. Saiba mais.

Ivan Padovani (Divulgação)

EM CARTAZ

MATRIZ DO TEMPO REAL
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: JACOPO CRIVELLI VISCONTI
DE 13/1 A 18/3
MAC - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Cerca de 40 obras de artistas nacionais e internacionais abordam a questão da passagem do tempo - sob diferentes perspectivas e suportes - reunindo grandes nomes da arte, tais como Artur Barrio, Leonilson, Mauro Restiffe, John Cage e o japonês referência na arte conceitual, On Kawara. Segundo o curador da mostra, “a exposição contém uma variedade de artistas que, de maneiras bastante distintas, possuem o desejo de capturar o tempo”. O diálogo entre a produção nacional e internacional promove ainda novas leituras de obras pertencentes ao acervo do MAC USP, que foi protagonista na difusão da arte conceitual no Brasil. Saiba mais.

David Lamelas, Here, in this room, two people will never meet, 2012-2014. (Divulgação)

FLÁVIO DE CARVALHO - EXPEDICIONÁRIO
ARTISTA: FLÁVIO DE CARVALHO
CURADORIA: AMANDA BONAN E RENATO REZENDE
DE 9/1 A 4/3
CAIXA CULTURAL

Considerado por Oswald de Andrade "o antropófago ideal", Flávio de Carvalho foi um multiartista brasileiro inventivo, polêmico e de pensamento contestatório, capaz de chocar certos setores da sociedade ainda hoje. A mostra na Caixa Cultural São Paulo propõe um olhar original sobre esse pensamento múltiplo e incontido do artista, com o objetivo de lançar luzes sobre o elemento expedicionário como abordagem estética intrínseca à sua obra. Através de projetos experimentais, fotografias, filme, documentos, cadernos de viagem e reportagens de jornal, a exposição explora um aspecto pouco conhecido do artista que se dedicou a quebrar regras, alargar horizontes e romper as formas academicistas de tratar a arte. Saiba mais.

Fotografia de Flávio de Carvalho (1899-1973). Indígena da tribo xirianã. Expedição Amazônica, também conhecida como Experiência nº- 4 e realizada em 1958. Foto Fundo Flávio de Carvalho CEDAE - UNICAMP

ÚLTIMAS SEMANAS

FUGA
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: IAN DUARTE LUCAS E RENATO DE CARA
ATÉ 20/1
VERVE GALERIA

A Verve Galeria, em parceria inédita com a Galeria Mezanino, apresenta a coletiva onde são propostos 3 diálogos entre 6 artistas de ambas as galerias: Luisa Malzoni e Emídio Contente; Vladimila Veiga e Leo Sombra; e Luciano Zanette e Sergio Niculitcheff. São 25 trabalhos expostos em contraponto, do qual emergem inúmeras possibilidades de associação, passando por diversas linguagens e conceitos que utilizam técnicas como escultura, fotografia, gravura e pintura, sempre no intuito de revelar paralelos e correlações entre a obra dos artistas. Saiba mais.

Luisa Malzoni, Sem título, 2015. Cianótipo e Marrom Van Dyke sobre tecido, 90 x 80 cm. (Divulgação)

MAS AFINAL: QUEM TEM MEDO DE TAMANHA LIBERDADE?
ARTISTAS: KATIA WILLE
CURADORIA: BIANCA BOECKEL
ATÉ 20/1
GALERIA VILANOVA

Entre pinturas e objetos em porcelana e vitrificados que perfazem as 20 obras exibidas, o conceito da evolução humana é discutido pelo viés da personagem mulher, levantando reflexões sobre o que fazer em vista da adversidade. Inspirada essencialmente no poder feminino, Katia Wille apresenta uma série inédita de trabalhos que demonstram a constante ação no sentido da afirmação feminina, do não silenciamento de emoções e do direito de ser ativa e responsável por sua própria vida. Saiba mais.

Katia Wille, Eixo II, 2017. Acrílica sobre tela, 40 x 40 cm. (Divulgação)

RENATO RUSSO
CURADORIA: ANDRÉ STURM
ATÉ 28/1
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM

A mostra em homenagem a um dos maiores ícones da música brasileira entra em suas últimas semanas de exibição. A exposição, que parte exclusivamente do acervo de Renato Russo, traz objetos pessoais, peças de vestuário, fotografias, discos, livros, manuscritos, instrumentos musicais, documentos escolares, desenhos, cartas de fãs, além de prêmios, fanzines, folhetos e impressos variados que irão percorrer toda a trajetória do artista. Todo esse material só foi possível ser reunido após a equipe do museu ter acesso total ao apartamento do músico no Rio de Janeiro, catalogando, conservando e adaptando o material para a exposição. Saiba mais.

Renato Russo. Reprodução: Cinthia Bueno, MIS. Crédito: Marcos Prado.

NO SUBÚRBIO DA MODERNIDADE - DI CAVALCANTI 120 ANOS
ARTISTA: DI CAVALCANTI
CURADORIA: JOSÉ AUGUSTO RIBEIRO
ATÉ 29/1
PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO

A maior exposição já realizada de Emiliano Di Cavalcanti desde a sua morte, em 1976, inclui obras icônicas e outras pouco vistas entre as mais de 200 peças expostas de um dos mais importantes artistas do modernismo brasileiro. Além da atuação pública de Di Cavalcanti como pintor, a mostra destaca também aspectos menos conhecidos de sua trajetória - como as ilustrações e charges para revistas, livros e até mesmo capas de discos - e busca investigar como o artista desenvolve e tenta fixar uma ideia de “arte moderna e brasileira”, além de chamar a atenção para a condição e o sentimento de atraso do Brasil em relação à modernidade europeia no começo do século XX. Saiba mais.

Di Cavalcanti, Bordel, década de 1930. Óleo sobre tela, 80,5 x 100 cm. Acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky, em comodato com a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Crédito fotográfico: Isabella Matheus.

LEVANTES
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: GEORGES DIDI-HUBERMAN
ATÉ 28/1
SESC PINHEIROS

A exposição convida o público a uma reflexão sobre as manifestações populares e as insurgências por meio da arte. Organizada e idealizada pelo Jeu de Paume (histórica instituição que tradicionalmente acolhe exposições de arte e fotografia em Paris), "Levantes” é uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas, na qual estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e/ou revoluções. Itinerante, a mostra adiciona conteúdos locais e particulares em cada novo local por onde passa; no Brasil, temas como a escravidão, a negritude e a pobreza, foram representados pela sensibilidade artística de Sebastião Salgado, Hélio Oiticica e Oswald de Andrade. Saiba mais.

Mat Jacob, Chiapas (Marcos), Chiapas - 1996 - Fotografia (impressão jato de tinta sobre papel texturizado) 2016 - Mat Jacob-Tendance floue. (Crédito fotografia: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Para conferir as outras exposições em cartaz na cidade é só clicar aqui.