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Mônica Nador vence o Prêmio Montblanc de Cultura 2018

Fundadora do JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube) ganhou €15 mil para dar continuidade ao projeto social realizado na zona sul de São Paulo.

Sam Bardaouil, Till Fellrath (curadores da Fundação Cultural Montblanc), Mônica Nador e Michel Cheval (diretor da Montblanc Brasil), na dia da premiação, no Auditório do Ibirapuera. Foto: Marina Malheiros/Reprodução.

A artista plástica Mônica Nador é a vencedora da 27ª edição internacional do "Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage". Ela recebeu o prêmio durante o "V Seminário Arte!Brasileiros: Arte além da arte", no Auditório do Ibirapuera, por sua atuação como fundadora e presidente do JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube), uma associação sem fins lucrativos formada por artistas e moradores do Jardim Miriam, bairro da zona sul de São Paulo, que, desde de 2002, promove e apoia oficinas de arte, debates, eventos culturais e apresentações audiovisuais, com o objetivo de criar um espaço de capacitação, integração e discussão para os moradores da região.

Segundo os curadores da Fundação Cultural Montblanc, Till Fellrath e Sam Bardaouil, a proposta da atual edição do prêmio era construir uma plataforma de diálogo aberto com os artistas e escolher projetos sociais que empoderassem as pessoas. Dessa forma, a escolha da artista como vencedora foi unânime.

Monica Nador, "Casa na árvore, brinco, meião de futebol, elemento vazado", 2017, serigrafia. A obra é uma das disponíveis no Clube de Colecionadores de Arte Contemporânea. Foto: CCAC.

Parte do troféu é composto por uma edição exclusiva do instrumento de escrita Patrono das Artes, que homenageia o Rei Ludwig II, com uma gravura personalizada na pena. Além disso, foram doados €15 mil para a artista dar continuidade ao projeto. Com a quantia em dinheiro, a artista paulistana pretende comprar uma sede própria para o projeto, ampliando e potencializando as manifestações culturais da região através da construção e consolidação de um espaço artístico libertador.

A artista, que tem uma obra integrando o Clube de Colecionadores de Arte Contemporânea (CCAC), foi escolhida em uma lista tríplice avaliada pelos membros do Curatório da Fundação Montblanc e pelos co-chairmen Sam Bardaouil e Till Fellrath. O Curatório é formado por Jean de Losiy, diretor do Palais de Tokyo, Paris; Kim Sunjung, diretor do Art Sonje e Samuso, Seul; Anne Barlow, diretora da Tate St. Ives, Reino Unido; Franklin Sirmans, diretor do Museu de Arte de Perez, Miami, e Jochen Volz, diretor da Pinacoteca de São Paulo.

Till Fellrath e Sam Bardaouil. Foto: Divulgação.

Sobre o Prêmio
Em 27 anos, o Prêmio Montblanc de Cultura já distribuiu mais de 5 milhões de euros, beneficiando ao redor de 300 projetos. Ele é apresentado atualmente em 17 países e regiões: Brasil, China, França, Alemanha, Grécia, Hong Kong, Itália, Japão, Coreia, México, Rússia, Espanha, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos, e as regiões do Oriente Médio e África. A lista de contemplados inclui HRH Príncipe Charles, Quincy Jones, Renzo Piano, Ryuichi Sakamoto e Yoko Ono, além dos brasileiros Lays Bodansky e Luís Bolognesi, pelo projeto Cine Mambembe (2016) e Solange Farkas, da Associação Cultural Videobrasil (2017).