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Guia Semanal de Exposições e Mostras de Artes

Confira a seleção do InfoArt com as melhores exposições de artes visuais que acontecem em São Paulo esta semana


       Julio Le Parc, Cellule avec miroirs courbes et lumière en mouvement, 1963-2005 (Divulgação)

Selecionamos mostras e exposições de grande destaque nessa semana em São Paulo. A pluralidade entra em cena com artistas icônicos de diversas linguagens visuais: Basquiat com seu neoexpressionismo, Rafael Silveira em seu universo onírico, Julio Le Parc, que remonta as possibilidades nas artes com seu jogo cinético e psicodelia. São Paulo abriga um leque infinito de dimensões artísticas e não poderíamos deixar de destacar algumas delas. Confira no Guia da Semana de Exposições e Mostras de Arte:

Jean-Michel Basquiat
Artista: Jean-Michel Basquiat
Curadoria: Pieter Tjabbes
De 25/1 a 7/4
Centro Cultural Banco do Brasil

A restrospectiva tão aguardado do jovem prodígio Jean-Michel Basquiat finalmente chega ao Brasil e pode ser vista gratuitamente no Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra traz um panorama da curta e meteórica carreira de Basquiat, que morre aos 27 anos. Contudo, seu legado e representavidade no contexto contemporâneo ganha cada vez mais força. Desde o início de seu carreira, quando ainda pintava cartões-postais, portas e camisetas, até suas telas icônicas pintadas no final de sua vida, e que ainda hoje vão à grandes leilões, a exposição traz ao público a força das obras de Basquiat. Imperdível. Saiba mais.

                                                                                                                                 Bracco di Ferro, Basquiat (Divulgação)

Circonjecturas
Artistas: Rafael Silveira
Curadoria: Baixo Ribeiro
De 25/01 a 6/05
Centro Cultural Fiesp

Trabalhando com diversos materiais, entre eles o bordado, o artista plástico Rafael Silveira traz para sua arte as reflexões surrealistas e oníricas pensadas na contemporaneidade e na condição humana. A brincadeira flue como um circo mágico em que o ser humano é peça-chave, assim a instalação interativa Sorvete,  uma casquinha de sorvete gigante derretida reflete a condição humana e sua volubilidade. A exposição questiona o limite tênue entre mente e fantasia. Sabia mais.

                                                                                                                                (Garganta Seca, de Rafael Silveira)

Julio Le Parc: Da Forma à Ação
Artistas: Julio Le Parc
Curadoria: Estrellita B. Brodsky 
De 25/11 a 25/2
Instituto Tomie Ohtake 

O Instituto Tomie Ohtake traz, adaptada para seu espaço, a grande retrospectiva de Julio Le Parc, realizada em 2016 no Pérez Art Museum Miami (PAMM). Com a mesma curadoria de Estrellita B. Brodsky e consultoria artística de Yamil Le Parc, a mostra em São Paulo apresenta mais de 100 obras que trazem uma centelha de experiências físicas e visuais. Ao incluir as principais instalações e trabalhos raramente vistos em papel e materiais de arquivo, "Julio Le Parc: da Forma à Ação" é uma exploração da figura central de Le Parc na história da arte do século 20. Saiba mais.

                                                                                                                                              (Julio Le Parc, Série 38, 1970)

Chichico Alkmin, Fotógrafo
Artistas: Chichico Alkmim
Curadoria: Eucanaã Ferraz 
De 23/1 a 15/4
Instituto Moreira Salles

Registrando fotos de Diamantina em Minas Gerais, Chichico Alkmin capturou uma cidade que já deixa a glória conhecida na época da exploração do ouro e começava a conhecer a modernização do século XX. O fotógrafo não se limitava a registrar a alta burguersia mineira e em sua obra podemos encontrar trabalhadores comuns, comerciantes e até mesmo músicos da época, que formavam a intensa cena musical em Diamantina, onde Chichico era frequentador. Saiba mais.

                                                                                                                                      (Chichico Alkmim, Divulgação)

Mira Schendel: Sinais/Signals
Artistas: Mira Schendel
Curadoria: Paulo Venâncio Filho
De 16/1 a 22/4
MAM - Museu de Arte Moderna

Com curadoria de Paulo Venâncio Filho, "Sinais/Signals" ressalta a principal característica de Schendel, que é a “redução ao mínimo” em diferentes suportes, dos quais prevalece o papel e o papel de arroz (Monotipias), mas também os denominados Toquinhos, pequenos cubos de acrílico ou pedaços de papel de seda, nos quais são aplicados seus característicos signos e letras. Os materiais utilizados nos desenhos e na pintura variam entre o nanquim, o ecoline, a letraset, datiloscritos e óleo. Saiba mais.

                                                                                                                                (Mira Schendel, foto Romulo Fialdini)

Matriz do Tempo Real
Artistas: Vários
Curadoria: Jacopo Crivelli Visconti
De 13/1 a 18/3
MAC - Museu de Arte Contemporânea

O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP)  apresenta a exposição "Matriz do Tempor Real", coletiva com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, concepção de Ricardo Ribenboim e realização da Cia das Licenças. Cerca de 40 obras - que possuem como elemento central o tempo -, de artistas brasileiros e internacionais, foram reunidas para uma reflexão acerca do passar do tempo, seja de um ponto de vista filosófico ou mesmo no sentido processual, dos dias levados para a realização do trabalho artístico. Saiba mais.

                                                                                                                                                      (Leonilson, Divulgação)

Histórias da Sexualidade
Artistas: Vários
Curadoria: Adriano Pedrosa, Camila Bechelany, Lilia Schwarcz e Pablo Léon de La Barra
De 20/10 a 14/2
MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

"Histórias da sexualidade" pretende discutir a temática da sexualidade a partir de uma noção ampla do termo “histórias”, cujos sentidos, múltiplos e diversos, abrangem relatos coletivos e pessoais, ficcionais e não-ficcionais. A mostra, assim, compreende representações de diferentes períodos, territórios e suportes, colocando-as em fricção e diálogo, e desenvolvendo uma abordagem que desafia as fronteiras e hierarquias entre os objetos, suas origens, categorias e tipologias. Devido a algumas obras apresentarem conteúdo contendo violência, sexo explícito e linguagem imprópria, a exposição terá classificação indicativa de 18 anos, seguindo a orientação do manual do Ministério da Justiça. Saiba mais.

                                                                                                        (Eisen, New Years Day. Crédito: Ronin Gallery, NY)

Para conferir as outras exposições em cartaz na cidade é só clicar aqui.