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Grandes obras de Amélia Toledo ocupam prédio na Av. Paulista

Um ano após o fim da mostra "Amélia Toledo: Lembrei que esqueci", realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB São Paulo), uma nova montagem com objetos e instalações da artista é apresentada no Edifício Banco do Brasil, na Avenida Paulista. Até 4 de fevereiro, o público poderá conferir parte das obras que integraram a retrospectiva de 60 anos de carreira de Amélia Toledo (1926–2017). Com curadoria de Marcus Lontra, "Lembrei que esqueci" recebeu mais de 170 mil visitantes no CCBB São Paulo e foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).

Vistas da exposição no prédio da Av. Paulista. Foto: Divulgação.

“No dia da inauguração (12 de outubro de 2017), Amélia Toledo recebia amigos e convidados e nos chamava para sugerir pequenas alterações que potencializariam a força expressiva de algumas obras. Poucas semanas depois, ela deixou nosso convívio”, diz Lontra. A artista faleceu em 7 de novembro de 2017, aos 90 anos, em São Paulo.

A montagem na Avenida Paulista expõe seis grandes obras de Amélia Toledo no saguão do Edifício Banco do Brasil, espaço com mais de seis andares de pé direito. Entre elas, estão Dragões Cantores, composta por fragmentos de pedras moldados pelo movimento das águas do mar apoiados em colunas de concreto, Impulsos (série), blocos de pedras polidas e parcialmente polidas sobre coluna de concreto, e Poço de Cristal, com chapa de aço inox espelhada e cristais de quartzo.

“Trata-se de um momento especial: ampliar o conhecimento e o contato da população paulistana com a força criativa, a inteligência e a sensibilidade dessa grande artista que sempre se dedicou a criar obras nas quais a integração com o público é fator essencial para a concretização de seus propósitos”, afirma o curador.

Sobre a artista 
Nascida em São Paulo, em dezembro de 1926, Amélia Toledo foi uma notável escultora, pintora, desenhista e designer. Contemporânea de artistas como Lygia Pape (1927-2004), Anna Maria Maiolino (1942) e Mira Schendel (1919-1988), ficou conhecida por investigar potencialidades de diferentes materiais e técnicas.

Frequentou o ateliê de Anita Malfatti (1889-1964) e estudou com Yoshiya Takaoka (1909-1978) e Waldemar da Costa (1904-1982), além de ter trabalhado com desenho de projetos no escritório Vilanova Artigas (1915-1985). Sua primeira exposição individual aconteceu em 1957, após um período em Londres, Escandinávia, Holanda, Alemanha, França e Portugal. Ao longo de 60 anos de carreira produziu trabalhos com diversos tipos de materiais, como aço inox, espumas, plástico, vidro e cristais. Entre os destaques estão “Espaço Elástico III”, “IV” e “V” e “Caixas I” e “II”, premiados na 9ª Bienal de São Paulo e a instalação “Caleidoscópio”, montada na estação Brás do Metrô de São Paulo. Amelia faleceu aos 90 anos de idade em novembro de 2017.

“Personagem ativa de seu tempo, ela deu um novo sentido à vanguarda artística brasileira, incorporando à ousadia e ao comprometimento que marcam o Modernismo novas propostas de afeto e integração coletiva", acrescenta Marcus Lontra.

Série Impulso. Foto: Maurício Froldi. 

Serviço
Exposição: "Amélia Toledo: Lembrei que esqueci", com curadoria de Marcus Lontra.
Datas e horários: Até 4 de fevereiro de 2019. De segunda a sexta, das 10h às 20h (25, 26 e 27 de janeiro – das 10h às 18h).
Local: Edifício Banco do Brasil | Avenida Paulista, 1230 – Bela Vista, São Paulo.
Entrada gratuita.