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Cinco séculos da história da arte do Brasil no Catálogo Coleção Fundação Edson Queiroz

Dividida em dois volumes, publicação apresenta 870 obras de arte, dos mais variados períodos; lançamento ocorre em São Paulo, no dia 26 de novembro

Lançamento acontece no Itáu Cultural, na Av. PaulistaCréditos: Ares Soares.

Um panorama da história do Brasil por meio da arte – assim pode ser definido o Catálogo Coleção Fundação Edson Queiroz, publicação que reúne 870 obras de um dos mais importantes e abrangentes acervos do País. Dividido em dois volumes e em edição bilíngue, o catálogo volta-se a trabalhos produzidos entre os séculos XVII e XXI, compreendendo as mais distintas escolas artísticas, do barroco ao contemporâneo, abarcando ainda o modernismo e o abstracionismo. O lançamento ocorre no dia 26 de novembro, no Itaú Cultural, em São Paulo, e o evento contará com a presença da presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha. Na ocasião, o historiador e curador Pedro Corrêa do Lago realiza ainda uma palestra para tratar dos destaques dessa excepcional coleção.

Cândido Portinari, Colhendo batatas, sem data. Créditos: Divulgação / Fundação Edson Queiroz.

"Este acervo é um presente da Fundação Edson Queiroz à população brasileira, que tem acesso gratuito a obras de grandes artistas nacionais e estrangeiros nas exposições no Espaço Cultural Unifor", ressalta Lenise, referindo-se ao centro de cultura vinculado à Universidade de Fortaleza, mantida pela própria Fundação.

A exposição "Da Terra Brasilis à Aldeia Global", atualmente em cartaz no espaço, traça um perfil histórico do Brasil por meio de 274 obras de arte da coleção. Inaugurada em 20 de março, a mostra já atraiu mais de 30 mil pessoas até o início de outubro. O acervo é hoje utilizado por professores e alunos de escolas públicas e privadas para conhecer e aprender, gratuitamente, um pouco mais da história do Brasil por meio da arte.

Ismael Nery, Duas figuras, déc. 1930. Créditos: Divulgação / Fundação Edson Queiroz.

"O 'Catálogo Coleção Fundação Edson Queiroz' consiste no registro de um dos acervos de artes visuais mais importantes do país, que agora pode ser consultado pelo público apreciador de arte. A publicação apresenta imagens e dados detalhados de obras das mais diversas épocas e vanguardas, representando um consistente banco de dados da arte brasileira e internacional", Randal Pompeu, vice-reitor de Extensão da Unifor.

"A Fundação Edson Queiroz, por meio do espírito empreendedor do chanceler Airton Queiroz, planejou, ao longo dos últimos 20 anos, a modulação de uma coleção de arte brasileira que marcasse o Estado do Ceará como um dos grandes fomentadores da arte e educação do país", salienta Max Perlingeiro, organizador da publicação.

Victor Meirelles, Primeira missa no Brasil, 1859. Créditos: Divulgação / Fundação Edson Queiroz.

Neste período, a instituição apresentou inúmeras exposições no Espaço Cultural Unifor, criando, assim, um vínculo de responsabilidade social sem precedente no país junto à sociedade. Para além disso, é evidente a relevância que sua coleção vem adquirindo no mundo das artes, dado o número crescente de obras referenciais para a história da arte brasileira, generosamente cedidas a exposições em todo o território nacional.

Agrupados em uma caixa única, os dois volumes vêm sendo elaborados há cinco anos, com a catalogação de todo o acervo da Fundação Edson Queiroz, cabendo à historiadora Aracy Amaral e à curadora Regina Teixeira de Barros a coordenação de textos críticos. "É preciso reconhecer que o ideal de democratização que alicerçou a criação do acervo vem se consolidando de forma ampla e efetiva, e sua circulação contribui de maneira exemplar para a renovação do debate sobre a história da arte no Brasil", destaca Aracy Amaral, acrescentando que "o catálogo constitui, sem dúvida, um forte instrumento de caráter cultural e educacional e, agora, disponível para críticos, curadores e estudantes e todos os amantes da arte em geral".

Frans Post. Paisagem de Várzea, 1667. Foto: Divulgação / Fundação Edson Queiroz.

Internacionalização
Além de integrarem exposições no Brasil, as obras da Fundação Edson Queiroz também compuseram mostras de renomados museus mundo afora, em diversos países da Europa e, ainda, nos Estados Unidos. Desde o ano passado, no entanto, a instituição resolveu estruturar suas próprias exposições internacionais.

A primeira delas, "Modernismo Brasileiro na Coleção da Fundação Edson Queiroz", ocorreu entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa. Com um conjunto de 76 obras, a mostra possibilitou ao público português e a turistas de todo o mundo mergulhar na trajetória de artistas brasileiros, atuantes entre as décadas de 1920 e 1960. Após o sucesso de crítica e público em solo lisboeta, a exposição ficou em cartaz no imponente prédio da Embaixada do Brasil em Roma, entre março e maio deste ano.

Sérvulo Esmeraldo, Excitável (E7521), 1975. Crédito: Divulgação / Fundação Edson Queiroz.

Catálogo, em 2 volumes
Dividido em dois volumes, o catálogo produzido pela Edições Pinakotheke traz um total de 864 páginas. O primeiro volume apresenta textos de críticos de arte renomados, coordenados pela historiadora Aracy Amaral e pela professora de história da arte Regina Teixeira de Barros. As críticas, ilustradas por 220 imagens, são de autoria de Giancarlo Hannud, Julio Bandeira, André Toral, Marcio Doctors, Maria Izabel Branco Ribeiro e Moacir dos Anjos.

Bilíngue, o livro divide-se em períodos que compõem a história da arte brasileira, compreendendo a seguinte estrutura editorial:
- A partir de Fortaleza, Ceará, por Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros;
- Um breve panorama da arte no Brasil do descobrimento ao princípio de Século XX, por Giancarlo Hannud;
- Artistas viajantes na Coleção Fundação Edson Queiroz, por Júlio Bandeira;
- A imagem de um país. O figurativismo na pintura brasileira da primeira metade do Século XX, por André Toral;
- Abstração, concretismo e neoconcretismo, por Marcio Doctors;
- Escultura no Brasil, Século XX, por Maria Izabel Branco Ribeiro;
- A invenção do contemporâneo, por Moacir dos Anjos.

Já o segundo volume apresenta 870 obras, distribuídas em 12 núcleos, organizados por períodos históricos e abrangendo cinco séculos da história do Brasil. Os trabalhos reproduzidos acompanham fichas técnicas, com o acréscimo ainda de informações acerca de bibliografia e exposições, distribuídas em 432 páginas:
- "Século XVII";
- "Século XVIII";
- "Século XIX";
- "Artistas Viajantes";
- "Modernos";
- "Abstratos";
- "Escultores";
- "Contemporâneos";
- "Estrangeiros";
- "Arte Popular";
- "Fotografia";
- "A Fundação Edson Queiroz e a Arte no Ceará";

Beatriz Milhazes, Folha de figo, 2013. Créditos: Divulgação / Fundação Edson Queiroz.

Serviço
Lançamento do "Catálogo Coleção Fundação Edson Queiroz", com palestra de Pedro Corrêa do Lago: "Uma coleção excepcional"
Dia: 26 de novembro de 2018
Horário: 19h
Local: Instituto Itaú Cultural | Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo.