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Beatriz Milhazes lança seu primeiro livro de colagens no Itaú Cultural

Publicação organizada por Frédéric Paul, curador do Centro Nacional de Arte e Cultura Georges-Pompidou, em Paris, conta com uma entrevista realizada por Richard Armstrong, diretor do Guggenheim Museum de Nova York, além de um ensaio crítico do próprio organizador. Lançamento acontece em São Paulo no Itaú Cultural e no Rio de Janeiro na Carpintaria.


Beatriz Milhazes. Foto: Vicente de Paulo.

No dia 3 de dezembro (segunda-feira), às 19h, em São Paulo, o Itaú Cultural lança "Beatriz Milhazes, Colagens", livro que faz parte das comemorações de 10 anos da Editora Cobogó. A noite conta com a presença da artista em sessão de autógrafos e conversa com o curador Ivo Mesquita e com o público sobre a publicação e sua obra. No Rio de Janeiro, o livro é lançado na Carpintaria da Fortes D'Aloia & Gabriel, no dia 5 de dezembro (quarta-feira), às 19h, com a presença da artista, conversa e sessão de autógrafos.

Durante uma residência na Bretanha, em 2003, Beatriz Milhazes ofereceu chocolates e doces para a equipe do centro de arte, pedindo que cada um lhe devolvesse os papéis das embalagens depois de os comerem. Em sua mala, a artista havia levado do Brasil toda uma seleção de embalagens. Foi desse modo que ela iniciou um novo projeto: o de colagens.

Até então, a colagem era, para Beatriz, uma atividade secundária, uma espécie de rascunho das pinturas. “Ajudou a desenvolver minha linguagem sobre pintura apenas com tinta, desenhos originais criados por mim, mantendo a intensidade e a lealdade das cores”, conta ela. “Eu podia justapor e conferir as imagens antes de colá-las na tela, e também a textura da superfície era lisa”, completa.

Com o tempo, a técnica das colagens foi ganhando rumo próprio e destaque dentro do atelier de Beatriz. “Existe uma troca muito interessante entre minhas colagens em papel e minha pintura. Cada processo tem seu próprio tempo e suas necessidades. Só precisamos ouvir”, explica a artista na entrevista dada a Richard Armstrong e publicada no livro.

“As colagens têm uma espécie de diálogo com um diário imaginário”, observa ela. “Os papéis colecionados vêm de uma variedade de interesses: às vezes é uma atração estética, em outras são parte de uma rotina, como embalagens de chocolate ou recortes que sobraram de impressões existentes”, diz Beatriz concluindo que por isso a sua construção da composição da colagem cria um diálogo que só existe na colagem.

Para o organizador do livro, o curador do departamento de arte contemporânea do Centro George Pompidou, Frédéric Paul, ao utilizar ingredientes descartáveis para suas colagens, a artista enfatiza a aceleração dos ciclos do gosto artístico. “A futilidade da guloseima e das compras são a expressão da fútil versatilidade dos indicadores de tendências”, escreve Paul. “São também, seguramente, a expressão da presumida futilidade decorativa. A obra de Milhazes possui a extraordinária complexidade das coisas simples, e nos coloca diante de uma estonteante evidência plástica”, conclui ele.

Serviço
Lançamento do livro "Beatriz Milhazes, Colagens" e conversa com a artista e sessão de autógrafos.
Datas e horários: Dia 3 de dezembro, segunda-feira, às 19h.
Local: Itaú Cultural (Sala Itaú Cultural - piso térreo) | Avenida Paulista, 149 - São Paulo (estação Brigadeiro do metrô).
Entrada livre e gratuita. Distribuição de ingressos uma hora antes do evento (200 lugares).

Lançamento do livro, conversa com a artista e sessão de autógrafos no Rio de Janeiro.
Dia 5 de dezembro (quarta-feira), 19h.
Local: Carpintaria | Rua Jardim Botânico, 971 - Jardim Botânico, Rio de Janeiro.