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Após incêndio devastador, Museu Nacional recebe ajuda de governos ao redor do mundo

Museus, governos estrangeiros e empresas privadas prometem apoio ao museu carioca

Imagem realizada por um drone após o incêndio no Museu Nacional, em setembro. Foto: Mauro Pimentel/AFP/Getty Images.

Enquanto as autoridades brasileiras resgatam o que restou da extensa coleção do Museu Nacional após o incêndio que o destruiu quase que por completo em setembro, organizações privadas internacionais e agências governamentais estão se unindo para ajudar a instituição de 200 anos a se reerguer.

Uma iniciativa colaborativa entre o Instituto Smithsonian, a Comissão Fulbright, a missão diplomática norte-americana no Brasil e o Departamento de Estado dos EUA, enviará 14 pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que perderam suas pesquisas nas chamas, para um dos laboratórios de pesquisa do Smithsonian nos EUA por 30 dias no próximo ano, segundo informações do Art Newspaper.

Enquanto isso, a plataforma Arts & Culture do Google lançou uma réplica digital do museu destruído. A gigante da tecnologia vinha documentando a coleção de 20 milhões de objetos do museu desde 2016, em colaboração com a UFRJ e o Ministério da Cultura do Brasil, que gerencia o museu. Quando o projeto foi interrompido pelo incêndio, a empresa publicou o que havia documentado até o momento, permitindo que os usuários vissem algumas das obras que foram engolidas pelas chamas.

"Infelizmente, a destruição de coleções como essas nos lembra das diversas ameaças que existem ao patrimônio mundial - e como é importante protegê-lo", escreveu Chance Coughenour, gerente de programas do Google Arts & Culture, em um post no blog da plataforma.

Em outubro, a UNESCO prometeu US$ 1,3 milhões (aproximadamente R$5 milhões) em empréstimos e doações para o museu iniciar sua longa jornada de recuperação. Já o governo alemão, por meio de seu consulado no Rio de Janeiro, também ofereceu assistência ao museu: doou €190 mil (cerca de R$835 mil) para ajudar nas consequências imediatas causadas pelo incêncio, além de prometer mais €1 milhão (aproximadamente R$4,4 milhões) para a reconstrução do museu em 2019. Os governos da França, Espanha, Itália, Suíça, Argentina, China e Portugal também ofereceram ajuda, bem como outras organizações e instituições, como o Royal British Columbia Museum - agora basta esses apoiadores definirem a forma como irão auxiliar o Museu Nacional a se recuperar.

Apesar da demora, após a tragédia, o governo brasileiro já aprovou cerca de R$55 milhões de reais em benefícios fiscais em seu orçamento de 2019 para ajudar o museu a se reestruturar, além de dar à universidade quase R$2,5 milhões para financiar programas de pós-graduação por meio do CAPES, fundação vinculada ao Ministério da Educação.

"É importante ressaltar que o Museu Nacional, apesar de ter perdido uma parte significativa do acervo, jamais perdeu a capacidade de gerar conhecimento", observa Alexander Kellner, Diretor do Museu Nacional, em comunicado.

Com informações da Artnet News.