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The vagaries - chronicles of war

Artists: Gustavo Cochet

Curator: Maria Eugênia Prece

From 18/6 to 26/9

Museu Lasar Segall Ver mapa

Address: Rua Berta, 111 - Vila Mariana

Telephone: 11 - 2159-04000

O Museu Lasar Segall, em parceria com o Instituto Cervantes, Museo Gustavo Cochet e Ministério de Inovação e Cultura da província de Santa Fé / República Argentina, apresenta a mostra de gravuras "Os caprichos – crônicas de uma guerra (1936-1939)", de Gustavo Cochet (Rosário 1894 - Funes 1979), com curadoria de Maria Eugenia Prece. A mostra permanece em cartaz entre os dias 18 de junho e 26 de setembro de 2016, com entrada gratuita.

Gustavo Cochet, Meus caprichos como os de Callot e os de Goya, 1936-38 - água-forte, 19,6 x 14,5 cm (Divulgação)

Neste ano celebra-se 80 anos do início da Guerra Civil Espanhola, mote da mostra que o Museu apresenta, por meio de 30 gravuras (uma é reprodução fotográfica) realizadas pelo artista Gustavo Cochet, que aos 17 anos partiu de sua terra natal para Europa, especificamente para a França, terra de seu pai, com o intento de se tornar pintor. Viveu 25 anos entre Paris e Barcelona, e participou como militante nas fileiras libertárias, na luta contra o fascismo na Guerra Civil Espanhola, sendo repatriado à Argentina em 1939, com o status de pintor, gravador e escritor.

Durante a guerra o artista decidiu fechar as portas de seu ateliê em Barcelona por considerar que as pinturas de nada ajudariam a sociedade, e foi efetivamente neste período, que se dedicou exclusivamente a gravura. Trabalhou no Casal de la Cultura, espaço criado como retaguarda cultural da revolução.

As primeiras gravuras foram evidentemente dirigidas à crítica social, às difíceis relações humanas do período, e retratou em série, ao longo da guerra, as cenas que desnudavam a luta dos milicianos e milicianas combatendo as conspirações e traições dos detentores do poder, resultando em obras que refletiam os horrores e injustiças. Para realizar as gravuras da série intitulada Caprichos, Cochet utilizou a técnica de água-forte, e em algumas delas água-tinta e a gravura a açúcar.

A série que compõe a mostra pertence ao Museo Cochet, em Rosário, Argentina, e foi uma espécie de homenagem do artista a Jacques Callot (França 1592-1635), esse pelo ineditismo em representar em sua obra o horror e as misérias da guerra, e Goya (Espanha 1746-França 1828) que inspirado em Callot realizou em 1799 uma série de estampas satirizando a sociedade espanhola do final do século XVIII.

Cochet, sobre a última obra da série, diz que “A grandeza do homem culto está nas montanhas, no mar, no espaço, vai até o horizonte que limita as planícies, está no sorriso das crianças, está em seus sentimentos, em sua bondade” e essa foi realizada quando a guerra havia sido perdida, e ele se encontrava no exílio na cidade de Perpignán, França, em 1939, e faz parte da série completa que está no Museu Nacional d’Art de Catalunya, de onde foi feita a única reprodução fotográfica que faz parte da mostra.

Gustavo Cochet, 19 de julio de 1936 - água-forte, 14,6 x 19,7 cm (Divulgação)

serviço
Exposição: "Os caprichos – crônicas de uma guerra (1936-1939)", de Gustavo Cochet e curadoria de Maria Eugênia Prece.
Datas e horários: Em cartaz entre os dias 18 de junho e 26 de setembro de 2016. De quarta a segunda-feira, das 11h00 às 19h.
Local: Museu Lasar Segall | Rua Berta, 111 – Vila Mariana.
Entrada livre e gratuita.