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Um Passeio Pela Nobreza

Artistas: Walter Firmo

Curadoria: Mario Cohen

De 20/10 a 18/11

Galeria Mario Cohen Ver mapa

Endereço: Rua Joaquim Antunes, 177 cj 12 – 2º andar, Jardim Paulistano

Telefone: (11) 3062-2084

Galeria Mario Cohen, uma das primeiras dedicada à fotografia no Brasil, recebe a exposição "Um Passeio Pela Nobreza", assinada por Walter Firmo, considerado nome fundamental na história da fotografia brasileira. Com abertura para convidados marcada para 19 de outubro, a partir das 19h, que acontece na galeria, em Pinheiros, a mostra permanece em cartaz entre os dias 20 de outubro e 18 de novembro de 2017. A entrada é gratuita.

Walter Firmo, Cartola na Marquês de Sapucaí, 1979 (Divulgação)

Walter Firmo, reconhecido pelo principal tema de seu trabalho - a figura humana - revela tradições e culturas por meio de contrastes e cores saturadas. Mostra seu peculiar interesse por cenas e personagens que estão longe dos holofotes, nos subúrbios. Equilibra a história de cada personagem com a mesma exuberância. Em seu trabalho, a beleza de moradores de subúrbios, menos favorecidos, em situações cotidianas, é a mesma de artistas consagrados como Clementina de Jesus, Chico Buarque, Djavan, Fafá de Belém e Tim Maia, das gravadoras RCA e Odeon, fotografados por Firmo nas décadas de 1970 e 1980. Imerso no berço do samba e da MPB, Walter Firmo tornou o povo, principalmente o brasileiro, protagonista da poesia encontrada nos momentos simples. Seu trabalho, reconhecido nacionalmente, do Rio a Bahia, e até internacionalmente, por seus registros em Havana, Cuba, e outros países, é referência e inspiração para nomes importantes da área, como o fotógrafo Bob Wolfenson.

Walter Firmo (Divulgação)

"Suas fotografias não falam de fotografias, não têm efeitos mirabolantes, nem filigranas de estilo, vão direto ao assunto. São um libelo contra a pressa e a vulgaridade. Guiados por seu olhar singular e delicado, revisitamos um Brasil mítico que parece não existir mais. Suas imagens nos convidam a passear pela nobreza e elegância da cultura negra", afirma. Seja no olhar para os sorrisos e fantasias nos bastidores do carnaval carioca ou para os costumes de um povo que vive sob um sistema socialista, o fotógrafo transmite a sua mensagem. "A função de uma fotografia é sobretudo educar, levando ao espectador algo novo. O ato de ver uma fotografia será sempre o do conhecimento", reforça Walter Firmo.

Na mostra são expostas 14 fotos, entre elas, registros de artistas como Cartola, na Marquês de Sapucaí (16x23cm); Cartola e amigos, na GRES Mangueira (16x23cm); Cartola e Dona Zica, na GRES Mangueira (23x15cm); Chico Buarque, em Copacabana (15x23cm); Clementina de Jesus, na Quinta da Boa Vista (16x23cm); Clementina de Jesus, no Grajaú (15x23cm) e Clementina de Jesus, no palco (15x23cm); Dona Ivone Lara, em Bonsucesso (23x15cm); Dona Zica e Pixinguinha, em Ramos (2 fotos – 15x23cm e 17x23cm); Madame Satã (23x16cm); e Moreira da Silva, em Rio Comprido (16x23cm). O público colecionador pode adquirir uma caixa com seis imagens de 23x18cm, cada uma com tiragem de apenas 10 cópias.

 Walter Firmo (Divulgação)

Sobre o artista
Walter Firmo Guimarães da Silva (Rio de Janeiro - RJ, 1 de junho de 1937, 80 anos), nascido no bairro de Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro, é um nome fundamental na história da fotografia nacional. Inicia sua carreira em 1955, aos 18 anos, como aprendiz no jornal Última Hora, no Rio de Janeiro, enquanto cursa fotografia na Associação Brasileira de Arte Fotográfica (Abaf) e lá permanece até se tornar repórter fotográfico do jornal. Em 1960, aos 23 anos, passa a colaborar com o Jornal do Brasil. Em 1963, aos 25 anos, conquista o Prêmio Esso de Reportagem, com a série de cinco reportagens Cem Dias na Amazônia de Ninguém, publicada no Jornal do Brasil. Em 1965, aos 28 anos, passa a integrar a primeira equipe da revista Realidade. Nacionalmente popular, em 1967, aos 30 anos, como correspondente da Editora Bloch, vive por seis meses em Nova York. Realiza reportagens nos Estados Unidos, México, Canadá e Caribe. A partir de 1971, aos 34 anos, passa a atuar na área de publicidade, principalmente na indústria fonográfica. Nessa época, seu trabalho passa a ser reconhecido por características marcantes como as cores e os retratos de importantes cantores da música popular brasileira, em sua maioria, negros, como o artista. Fotografa capas de discos de artistas como Clementina de Jesus, Chico Buarque, Djavan, Fafá de Belém e Tim Maia, das gravadoras RCA e Odeon. Firmo inicia sua pesquisa sobre a cultura negra no Brasil, as festas populares e o folclore nacional. Em 1973, aos 36 anos, cria a agência Câmara Três, ao lado de Sebastião Barbosa e Claus Meyer. No mesmo ano, até o ano de 1982, é premiado sete vezes no Concurso Internacional de Fotografia Nikon. No ano seguinte, 1974, aos 37 anos, deixa a agência para fotografar para a sucursal da revista Veja no Rio de Janeiro. Também colaborador da revista Istoé, no início da década de 1980, começa a expor seus trabalhos em galerias e museus. Em 1983, aos 46 anos, Firmo é o primeiro fotógrafo brasileiro a expor no MAM. Em 1985 conquista o Prêmio Golfinho, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Aos 49 anos, em 1986, funda e assume a diretoria do Instituto Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte, até 1991. Com a extinção do INFoto da Funarte, durante o governo Collor, foi reintegrado em 1994, aos 57 anos, para a nova Área de Fotografia da Funarte. No mesmo ano, começa a lecionar no curso de jornalismo da Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Em 1998, aos 61 anos, conquista a Bolsa de Artes do Banco Icatu e vive durante meio ano em Paris. No fim da década de 1990, torna-se editor de fotografia da revista Caros Amigos.

Walter Firmo (Divulgação)

Serviço
Exposição: "Um Passeio Pela Nobreza", de Walter Firmo com curadoria de Mario Cohen.
Datas e horários: Abertura para convidados no dia 19 de outubro de 2017, a partir das 19h. Em cartaz entre os dias 20 de outubro e 18 de novembro de 2017. De segunda a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 15h (domingos e feriados, fechado).
Local: Galeria Mario Cohen | Rua Joaquim Antunes, 177, cj. 12 - Jd. Paulistano, São Paulo.
Entrada gratuita.