AGENDA CULTURAL

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Um Desassossego - Pinturas

Artistas: Varios

Curadoria: Germana Monte-Mór

De 8/11 a 6/12

Galeria Estação Ver mapa

Endereço: Rua Ferreira de Araujo,625 Pinheiros

Telefone: (11) 3813 7253

Conhecida pela pesquisa e promoção da arte chamada de popular ao se tornar um dos agentes responsáveis por sua inclusão nos cânones da arte contemporânea, a Galeria Estação, assim como fez com os autodidatas, em Um Desassossego dá oportunidade a jovens pintores fora do mainstream. Para isso, a diretora da galeria Vilma Eid contou com a colaboração de 10 curadores pintores que escolheram, cada um, dois novos artistas entre Rio e São Paulo para realizar a exposição. A exceção é o já reconhecido Boi (José Carlos Boi Cezar Ferreira) que, indicado por Dudi Maia Rosa, representa uma referência aos demais participantes.


Sandra Mazzini. Sem título, 2016. Tinta acrílica e óleo sobre tela 80 x 80 cm

A galerista solicitou a Germana Monte-Mór para que, além dela, convidasse mais nove curadores pintores: Dudi Maia Rosa, Fabio Miguez, Leda Catunda, Marco Giannotti, Marina Saleme, Paulo Monteiro, Paulo Pasta, Rodrigo Andrade e Sergio Sister. Foram escolhidos por cada um deles os seguintes artistas: José Carlos Boi Cezar Ferreira e Rosa Barreiros (Dudi Maia Rosa); Alvaro Seixas e Gisele Camargo (Fabio Miguez); Fabiola Racy e Lília Malheiros (Germana Monte-Mór); Sandra Mazzini e Elvis Almeida (Leda Catunda); Taís Cabral e Vitor Iwasso (Marco Giannotti); Gabriel Pitan Gracia e Marina Hachem (Marina Saleme); Leopoldo Ponce e Thomaz Rosa (Paulo Monteiro); Alexandre Wagner e Guilherme Ginane (Paulo Pasta); Maria Andrade e Ricardo Alves (Rodrigo Andrade); Sara Muller e Suiá Ferlauto (Sergio Sister).


Vitor Iwasso. Um acontecimento não central, 2016. Tinta acrílica e óleo sobre tela. 80 x 80 cm

No catálogo da exposição, Germana sugere que a pintura de hoje abre caminhos mais individuais de busca, diferentemente de escolas ou grupos de períodos anteriores.  Já Paulo Pasta destaca que um pintor maduro sem erro, não chega a lugar algum, e que a boa pintura se faz a partir deste acontecimento. Para os novos pintores, ele deixa um conselho, parodiando Beckett, “errar melhor”.   


Guilherme Ginane. 6 cigarros, 2016. Óleo sobre tela. 120 x 100 cm

Texto curadora:
Embora a arte contemporânea venha nos apresentando cada vez mais novas mídias como linguagem de expressão, pondo em xeque a pintura como meio, na cena paulistana, nos últimos anos, a pintura preenche uma fatia grande dos espaços dedicados à arte, seja no mercado de arte (galerias e feiras), seja nos espaços institucionais de museus e centros culturais.

O surgimento de um mercado local, impulsionado por novas galerias e pelas feiras especializadas, que colocou o Brasil, e São Paulo em particular, no circuito internacional, estimulou o crescimento de uma produção local historicamente pequena. Também a retomada da pintura na década de 80 no meio de arte internacional influenciou essa tendência no contexto de uma produção local, especialmente em São Paulo.

A discussão da pintura que temos hoje abre um leque de possibilidades. São caminhos mais individuais de busca, diferentemente de escolas ou grupos, como em períodos anteriores: vanguardas, modernismo, expressionismo abstrato. Agora é possível pensar a pintura de formas tão diversas convivendo com a mesma possibilidade de resultado, seja na avaliação do mercado, seja numa avaliação crítica. A construção mental da pintura de Cassio Michalany ao lado dos gestos expressivos de Vânia Mignone, ou a pintura hiper-realista, ou ainda o uso da fotografia como referência – e tantas outras abordagens aventadas e debatidas.

Por mais que o meio de arte tenha crescido, e de fato cresceu muito nas últimas décadas, ele não dá conta de uma produção latente que foi também estimulada pela prática de cursos em ateliês que pipocam pela cidade. Existem hoje em São Paulo muitos artistas jovens com talento que ainda não conseguiram colocar sua produção para ser discutida – e muitos outros que já trilharam um percurso próprio, mas que, por razões diversas, têm mostrado pouco a sua produção recente.

Esse panorama me estimulou a definir o caráter desta exposição. Para apresentá-la resolvi convidar dez pintores curadores que ajudassem a pensar estas produções, com cada um deles escolhendo dois pintores para participar, e assim sugerindo múltiplas aproximações.

Germana Monte-Mór

Serviço:
Exposição: Um Desassossego- Pinturas
Abertura: 08 de novembro, às 19h (convidados)
Período da exposição: De 09 de novembro de 06 de dezembro de 2016
Segunda a sexta, das 11h às 19h, sábados das 11h às 15h - entrada franca.
Galeria Estação