AGENDA DAS ARTES

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Tesouros da coleção Fundação MAPFRE – Obras de papel

Artistas: Varios

Curadoria: -

De 4/7 a 28/8

Museu Lasar Segall Ver mapa

Endereço: Rua Berta, 111 - Vila Mariana

Telefone: (11) 2159-04000

Desde seus inícios, as coleções de desenhos da Fundação MAPFRE estiveram marcadas por grande interesse em revelar o nascimento da modernidade. A seleção que estamos apresentando abrange um período compreendido entre finais do século XIX e meados do XX, precisamente o momento em que o desenho ainda vive sua dupla condição. Se, por um lado, é um meio criativo para a execução final de outras obras, ao mesmo tempo mostra sua independência, como arte plena e suficiente em si mesma. 

Edgar Degas- Deux danseuses [Duas bailarinas], c. 1890. Carvão e sanguina sobre papel-carbono. Coleções Fundação MAPFRE , Nº Inv. FM002030 selo.

Assim sucedia já nos desenhos de Rodin e Klimt, que os próprios artistas incluíam em suas exposições, nas do primeiro Picasso e nas de Henri Matisse; na ironia de George Grosz, em que a mulher se converte em protagonista e nos fala dos diversos caminhos da crítica e da sátira no seio da pintura europeia. Mas também naqueles que, com um espírito plenamente vanguardista, nos introduzem nas tendências mais avançadas da arte contemporânea: o próprio Picasso, Juan Gris, Alexander Achipenko ou Moholy Nagy, presentes nesta exposição. Também o dadaísmo de Charchoune, Picabia ou Schwitters, que chega ao surrealismo através da obra de Joan Miró, Salvador Dalí ou Óscar Domínguez. Um surrealismo que, a partir do círculo parisiense de André Breton, permanece na cultura espanhola durante muitos anos, tal como vemos nas formas puras e primitivas de Julio González ou de Alberto [Sánchez], nas primeiras obras de Tàpies.


George Grosz- Ein Abend in Berlin [Uma tarde em Berlim], 1929. Aquarela, grafite e tinta sobre papel. Coleções Fundação MAPFRE, Nº Inv. FM000292  GROSZ: © Estate of George Grosz, Princeton, N.J. / AUTVIS, Brasil, 2017.

Na segunda metade do século XX, o limite entre os gêneros artísticos parece diluir-se em um universo criativo que mescla o desenho com a pintura, a escultura com a ação e a arquitetura. Um exemplo dessa atitude encontra-se no desenho de Eduardo Chillida incluído na exposição, que combina a qualidade do desenho propriamente dito com as qualidades escultóricas do ferro e da madeira. O caminho para a Coleção nos conduziu a uma perspectiva diferente: não o desenho tradicional, agora uma obra da qual o desenho participa. 


Paul Klee- Junge palme [Jovem palmeira], 1929. Aquarela e grafite sobre papel. Coleções Fundação MAPFRE, Nº Inv. FM000295 selo.

Artistas presentes na exposição Tesouros da coleção da Fundação MAPFRE – obras sobre papel:
Albert Gleizes | Alberto Sánchez | Alexander Archipenko | André Lhote | Antoni Tàpies | Auguste Rodin | Daniel Vázquez Díaz | Darío de Regoyos | Edgar Degas | Eduardo Chillida | Sir Edward Coley Burne-Jones | Egon Schiele | Fernand Khnopff | Francis Picabia | Francisco Bores | George Grosz | Gustav Klimt | Henri Matisse | Isidre Nonell | Joaquim Sunyer | Joaquín Torres García | Joan Miró | José Caballero | Juan Gris | Juan Ponç | Julio González | Kurt Schwitters | László Moholy-Nagy | Luis Fernández | Lyonel Feininger | Maruja Mallo | Óscar Domínguez | Pablo Picasso | Paul Klee | Rafael Barradas | Remedios Varo | Salvador Dalí | Serge Charchoune | Sonia Delaunay.

Serviço:
Exposição Tesouros da coleção da Fundação MAPFRE – obras sobre papel
Data: 4/07 a 28/08
Local: Museu Lasar Segall