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Quando o cinema se desfaz

Artistas: Solon Ribeiro

Curadoria: Ricardo Resende

De 2/3 a 8/4

MIS - Museu da Imagem e do Som Ver mapa

Endereço: Avenida Europa, 158 - Jardim Europa - São Paulo - SP CEP 01449-000

Telefone: (11) 2117-4777

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) recebe, entre os dias 2 de março e 8 de abril de 2018, a mostra "Quando o cinema se desfaz", do artista cearense Solon Ribeiro. Com curadoria de Ricardo Resende (Museu Bispo do Rosário/RJ), a exposição traz um recorte da produção de Solon através de vídeos, fotografias e instalações com base em fotogramas de filmes clássicos das décadas de 1920 a 1960. A abertura acontece no dia 2 de março, às 19h, com entrada gratuita. O MIS-SP exibe simultaneamente "Amazônia lado B", mostra da fotógrafa Fernanda Frazão que integra o programa Nova Fotografia 2018.

Solon Ribeiro, O golpe do corte (Divulgação)

Nos anos de 1990, Ribeiro herdou de seu pai uma coleção de mais de 20 mil fotogramas - que fora iniciada por seu avô, Ubaldo Uberaba Solon, nos anos 50 - que mostrava, em geral, protagonistas de filmes clássicos de Hollywood. Os fotogramas eram cuidadosamente guardados em álbuns feitos especialmente para esse fim, contendo o nome e o ano de cada filme, bem como uma legenda com os nomes dos atores.

A mostra é composta do deslocamento desses fotogramas em vídeos e novas imagens fotográficas, demonstrando o desejo do artista de exorcizar essa herança que carrega ao longo de sua vida. Em suas mãos, os fotogramas são reconfigurados, ganhando um novo sentido na forma de instalações e projeções performáticas criando, assim, novos filmes e novos contextos para as cenas originais.

"Trabalhando com um acervo constituído fundamentalmente por fotogramas originários do cinema clássico, eu venho deslocando esses objetos em diversas configurações para desprogramar o dispositivo clássico e ativá-lo para outras possibilidades de fruição, estimulando a atuação imaginativa do espectador", afirma Solon.

Segundo o curador Ricardo Resende, Solon Ribeiro é artista da família dos inclassificáveis e não se enquadra em nenhuma categoria da arte tradicional. Do mesmo modo, o que faz como arte também não se coloca em uma gaveta, não deixa o pensamento se acomodar. É um turbilhão de coisas que remove tudo do seu lugar.

Solon Ribeiro, O golpe do corte (Divulgação)

Sobre o artista
Artista visual, fotógrafo, professor e curador, Solon é formado em comunicação e arte pela L’école Superieure des Artes Décoratifs, París-France. É também autor dos livros “Lambe-Lambe Pequena História da Fotografia Popular” e “O Golpe do Corte”. Em 2016, o artista foi contemplado com o projeto O Golpe do Corte, no Rumos Itaú Cultural, em que propunha a preservação, a digitalização, a catalogação e a publicação desse acervo de fotogramas. Como muitos artistas contemporâneos, seu trabalho se volta para a problematização das imagens clichês, tendo em vista o fenômeno contemporâneo (já ecológico) da saturação de imagens.

Solon Ribeiro, montagem com diversos fotogramas (Divulgação)

Serviço
Exposição: "Quando o Cinema Se Desfaz", de Solon Ribeiro com curadoria de Ricardo Resende.
Datas e horários: Abertura dia 2 de março, às 19h (com entrada gratuita). Em cartaz até 8 de abril de 2018. De terça a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h.
Local: Museu da Imagem e do Som - MIS-SP (Espaço Expositivo - 2º Andar) | Av. Europa, 158 - Jardim Europa, São Paulo.
Ingressos: R$ 10 inteira e R$ 5 meia. Entrada gratuita às terças-feiras. Classificação livre.