AGENDA DAS ARTES

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Persistência e Variação

Artistas: Vários

Curadoria: Tiago Mesquita

De 28/2 a 31/3

Galeria Raquel Arnaud Ver mapa

Endereço: Rua Fidalga, 125 - Vila Madalena

Telefone: (11) 2368-1572

A coletiva "Persistência e variação" inaugura a agenda 2018 da Galeria Raquel Arnaud, em São Paulo. Entre os dias 28 de fevereiro e 31 de março, sob curadoria de Tiago Mesquita, estarão reunidos conjuntos de obras de dez diferentes artistas que buscam, em comum, explorar um mesmo tema e procedimento de forma repetitiva e aprofundada. Nas palavras do poeta Manuel de Barros, “Repetir, repetir - até ficar diferente. Repetir é um dom do estilo”. A entrada na exposição é livre e gratuita.

Geórgia Kyriakakis, Faixa de Gaza, 2014. Desenho sobre seixo rolado, 40 x 870 x 50 cm, dimensões variáveis. (Crédito: Márcio Fischer)

O raciocínio destes artistas e como estes conseguem pequenas variações utilizando os mesmos elementos são os temas que unem as obras e que a mostra revela. “Vemos o encontro de sentidos simbólicos no uso de figuras mecânicas no trabalho de Carlos Zilio, uma tridimensionalidade complexa em Elisabeth Jobim, e a variação da cor em uma estrutura tão simples como a das pinturas de Cassio Michalany. Já a constância, presente em algumas questões de artistas como Fábio Miguez, Daniel Feingold, Célia Euvaldo, Iole de Freitas, Rodrigo Bivar, Geórgia Kyriakakis e Waltercio Caldas, reforça a insistência no caráter reflexivo da obra de arte”, afirma o curador.

Cássio Michalany, Sem titulo, 2017. Esmalte acrílico sobre madeira, 40 x 51,4 cm cada. (Crédito: Divulgação)

Segundo Mesquita, a avalanche de representações, opiniões e informações da sociedade atual se coloca como sucedâneo da experiência. “A arte muitas vezes entra no jogo, dedica-se a responder questões exógenas a ela, pautadas por redes sociais, mercado e convicções. Assim, a criação sucumbe a uma apreensão fácil do mundo. Persistir em trabalhos nos quais a experiência não se oferece de maneira tão simples significa um esforço importante”.

O curador também aponta que a história da arte perderia muito se alguns criadores - tais como Giorgio Morandi, Josef Albers e Piet Mondrian - não buscassem uma renovação estética. Mesquita ressalta ainda que esses mestres abandonaram o que não parecia essencial para atingir um ponto mais relevante em suas linguagens. “A busca por uma linguagem mais sintética apontava para o fim da sociedade tradicional, baseada em posições fixas. Esse futuro parece ter sido ultrapassado, para o bem e para o mal. A relação da arte com esse repertório sintético tem hoje outro sentido, que merece reflexão baseada nos trabalhos desta exposição”, completa o curador.

Rodrigo Bivar, Ed Califórnia, 2017. Óleo sobre tela, 180 x 150 cm. (Crédito: Divulgação)

Serviço
Exposição: "Persistência e Variação", coletiva com curadoria de Tiago Mesquita.
Datas e horários: Abertura dia 28 de fevereiro, às 19h. Em cartaz até 31 de março de 2018. De segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 16h.
Local: Galeria Raquel Arnaud | Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.