AGENDA CULTURAL

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Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea Brasileira

Artistas: Varios

Curadoria: Robert Storr

De 3/9 a 23/10

Instituto Tomie Ohtake Ver mapa

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros - São Paulo - SP CEP 01451-001

Telefone: (11) 2245-1900

O título “Os muitos e o um” pauta o fundamento desta primeira exposição organizada a partir de uma das maiores e mais importantes coleções de arte no Brasil: “Andrea e José Olympio Pereira”. Na condução da curadoria, o consagrado crítico norte-americano Robert Storr, com o apoio de Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake, optou por privilegiar obras individualmente vigorosas, com potência própria, independentemente de possíveis diálogos que possam estabelecer com os demais trabalhos e produções reunidos. 

“Cada uma destas decisões foi tomada após exame das qualidades especiais e pontos fortes de uma obra exclusiva, mesmo quando se considera seu lugar em um contexto mais amplo composto por outras obras do mesmo artista, conjuntos de obras de outros artistas de orientação semelhante e a obra completa de artistas de estilos e convicções evidentemente diferentes e possivelmente contrários”, afirma Storr.


Adriana Varejão. Polvo Portraits VI (China series ), 2014. Óleo sobre tela

Para a exposição, que ocupará todos os espaços expositivos do Instituto Tomie Ohtake, o curador selecionou cerca de trezentas peças – pintura, desenho, escultura, instalação e vídeo – de mais de cem artistas brasileiros, entre as mais de duas mil obras nacionais e internacionais pertencentes ao acervo particular. Segundo ele, trata-se de um conjunto que, além de sua monumentalidade, dispõe de trabalhos icônicos da produção de muitos artistas. A mostra, portanto, proporciona um olhar afinado sobre o panorama artístico contemporâneo brasileiro e seu momento anterior, ao focalizar a produção dos anos 1950 até hoje. “Estamos vivendo uma era pluralista e também um momento de excepcional diversidade e hibridez [...] Em lugar algum este pluralismo é mais rico, heterogêneo e fecundo do que nas Américas; em nenhum lugar das Américas há maior efervescência artística de todos os tipos do que no Brasil”.

No elenco, integram um núcleo histórico nomes como Alfredo Volpi, Ivan Serpa, Lygia Clark, Lygia Pape, Mira Schendel, Willys de Castro, Helio Oiticica, Amilcar de Castro e Geraldo de Barros. Já no eixo central da exposição, que engloba os anos 1970 a 1990, há artistas que se destacam pela importância que desempenham na coleção, seja pelo volume de trabalhos, seja pelo papel que assumem na narrativa da arte contemporânea ou ainda pela variedade de suportes e linguagens que exploram, como Waltercio Caldas, Iran Espírito Santo, Anna Maria Maiolino, Paulo Bruscky, Miguel Rio Branco, Adriana Varejão, Tunga, Carmela Gross, Claudia Andujar, Luiz Braga, Leonilson, Jac Leirner, José Resende, Daniel Senise, Sandra Cinto, Ernesto Neto, Paulo Monteiro, Marcos Chaves, Rivane Neuenschwander, Rosangela Rennó, entre outros. Por fim, completa a mostra uma seleção de artistas que despontaram mais recentemente, indicando os desdobramentos e caminhos possíveis da arte contemporânea, como Erika Verzutti, Marina Rheingantz, Daniel Steegman, André Komatsu, Eduardo Berliner, Tatiana Blass e Bruno Dunley.


Anna Maria Maiolino. Por um fio, série Fotopoemação, 1976-2006. Ampliaçao

Robert Storr, artista, crítico e curador, foi o primeiro americano a ser nomeado diretor de artes visuais da Bienal de Veneza (2004 e 2007).  Foi curador do departamento de pintura e escultura do Museu de Arte Moderna – MoMA, em Nova Iorque (1990 e 2002), onde organizou exposições temáticas como Dislocations and Modern Art Despite Modernism, e individuais de importantes artistas, como Elizabeth Muray, Gerhard Richter, Max Beckmann, Tony Smith e Robert Ryman. Foi professor de História da Arte Moderna no Institute at Fine Arts, na New York University. Atualmente é professor de pintura na Yale University.  

Entre os diversos prêmios que recebeu estão o Penny McCall Foundation Grant, para pintura; Norton Family Foundation Curator Grant; American Chapter of the International Association of Art Critics; AICA especial, pela contribuição no campo da crítica de arte; ICI Agnes Gund Curatorial Award e o Lawrence A. Fleischman Award for Scholarly Excellence em História da Arte Americana. Em 2000 recebeu a condecoração Chevalier des Arts et des Lettres do Ministério da Cultura da França.


Daniel Melim. Eletrico Sistema, 2011_Spray e tinta acrílica, 200x280 cm

Editor colaborador da revista Art in America desde 1981, Storr escreve também para a Arforum (EUA), Parkett (EUA), Art Press (Paris), Frieze (Londres) e Corriere dele Sera (Milão). Também escreveu diversos catálogos, artigos e livros como Philip Guston (1986), Chuck Close (com Lisa Lyons 1987), e o Intimate Geometries: The Work and Life of Louise Bourgeois(ainda não publicado).

Diplomou-se em artes pela Faculdade Swarthmpre (1972), fez seu mestrado na School of Art Institute of Chicago (1978) e recebeu PHDs honorários da School of Art do Institute of Chicago e do Maine College of Art. Lecionou em CUNY, Bard Center for Curatorial Studies, Rhode Island School of Design, Tyler School of Art, New York Studio School e Harvard, além de ser palestrante frequente nos Estados Unidos e Europa. 

Serviço:
Exposição: Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira
Abertura convidados, 03 de setembro, das 11h às 18h
Visitação: até 23 de outubro de 2016
Instituto Tomie Ohtake