AGENDA DAS ARTES

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O Pulsar

Artistas: Augusto de Campos

Curadoria: Daniel Rangel

De 1/7 a 22/7

Luciana Brito Galeria Ver mapa

Endereço: Avenida Nove de Julho, 5162 - Jardim Europa

Telefone: (11) 3842-0634

A exposição O Pulsar marca a primeira mostra dedicada a obra de Augusto de Campos na Luciana Brito Galeria. A mostra apresenta um recorte do fazer artístico-poético de Augusto de Campos, reunindo trabalhos realizados entre 1975 e 1983 e trazendo pela primeira vez a público versões originais de poemas do artista. O Pulsar é a primeira exposição do programa Artista Visitante inaugurado esse ano pela galeria.

A Luciana Brito Galeria tem o prazer de apresentar O Pulsar, primeira exposição dedicada ao trabalho do artista Augusto de Campos (São Paulo, 1931) em seu espaço. A mostra que tem início no dia 1 de julho (sábado) e apresenta uma seleção do fazer artístico-poético verbivocovisual1 do artista, reunindo trabalhos realizados entre 1975 e 1983, conta com a curadoria de Daniel Rangel.


Augusto de Campos “Pulsar”, 1975, letra-set (baby teeth e estrelas) 35 x 50 cm.

Augusto de Campos é um dos expoentes da poesia concreta brasileira ao lado de Décio Pignatari e Haroldo de Campos e apresenta pela primeira vez, em mais de sessenta anos de carreira, suas obras em uma galeria de arte. O recorte temporal proposto na mostra revela uma produção artística marcada pela transição do analógico para o digital. Os poemas são apresentados sob a forma de cartazes com as tipografias adesivas denominadas letra-set, vídeos e serigrafia, evidenciando, através da multiplicidade de suportes adotados, a maneira com que o artista explora o desenvolvimento tecnológico do período.

Como sugere o título da mostra, a exposição orbita em torno do poema homônimo, “O Pulsar”, 1975, da serie Stelegramas, considerado como o primeiro “poema constelação” de Augusto de Campos. A exposição, que ocupa integralmente a sala central da galeria, traz pela primeira vez a público duas versões em cartaz do poema. Embora ambas versões datem de 1975, a versão apresentada com a tipografia letra-set futura é anterior àquela que utiliza a tipografia intitulada baby-teeth onde finalmente o autor consegue obter o resultado icônico desejado. 

São apresentados outros “poemas estelares” do mesmo período; “S.O.S”, “Todos os sons” e “Inestante”, sob a forma de cartaz com as tipografias adesivas letra-set e que serão exibidos pela primeira vez na mostra.  


Augusto de Campos “SOS” 1983, letra-set variados 50 x 40 cm.

O vídeo aparece também como suporte para a poesia de Augusto de Campos, nas versões do poema “O Pulsar”,1975, musicado em 1985 por Caetano Veloso, “S.O.S”, 1975/1985 e “Todo está dito”, 1974/2016. Ainda na sala central da galeria, será possível ver “Quasar”, 1975 na versão de uma impressão serigráfica sobre panneau produzida na Itália em 1991.

A exposição “O Pulsar” vem em consonância com o ideal dos poetas concretos brasileiros, de aproximar a poesia das artes plásticas. A palavra, na poesia concreta ganha status de “coisa” e não simplesmente de signo.

Assumidas assim, não só através da sua dimensão semântica, as palavras se agrupam como as cores e os sons, dentro de uma qualidade sistêmica, fazendo da poesia arte e do poeta artista.  


Augusto de Campos “Quasar” 1975, serigrafia impressa em letras prateadas sobre “panneau” azul 151,5 x 136 cm.

A mostra ainda inaugura o programa Artista Visitante que, idealizado este ano pela galeria, visa dinamizar sua programação convidando artistas que não compõem seu elenco a desenvolver propostas paralelas ao calendário formal de exposições.
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1 Na poesia concreta, diz-se da forma de apresentação de um poema em que o texto é

organizado segundo critérios relacionados aos aspectos gráficos e fonéticos das palavras;

integração do semântico, do plástico e do sonoro.

Sobre Augusto de Campos
Augusto de Campos nasceu em 1931 em São Paulo. Poeta, tradutor, crítico literário, critico musical e ensaísta, juntamente com Décio Pignatari e Haroldo de Campos é considerado um dos expoentes da poesia concreta brasileira. Forma-se em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco. Publica seus primeiros poemas em 1949, na Revista Brasileira de Poesia.

Publica seu livro de estreia, O Rei Menos o Reino, em 1951. Participa da criação do grupo Noigandres e edita uma revista com mesmo nome, ao lado de Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927-2012). Em 1956, participa da 1a Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1959, participa de exposição internacional de poesia concreta, em Stuttgart, Alemanha, e no ano seguinte de exposição realizada em Tóquio, Japão. Em 1963, apresenta-se na Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte, e no ano seguinte expõe a série de poemas- cartazes Popcretos. Na década de 1960, com colaborações de poetas como Cassiano Ricardo (1895 - 1974), Sebastião Uchoa Leite (1935 - 2003) e Paulo Leminski (1944 - 1989), edita a revista literária Invenção. Em 1974, publica Caixa Preta, conjunto de poemas visuais e poemas- objeto manipuláveis, desenvolvidos em parceria com o artista plástico Júlio Plaza (1938-2003). EM 2016 ganha a retrospectiva REVER no SESC Pompeia que reúne sua obra poética.

Serviço:
Abertura: 01/07/2017, 12h – 18h
Visitação: 04/05/2017 – 22/07/2017
Local: Luciano Brito Galeria