AGENDA DAS ARTES

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O olho que aponta não é o mesmo que vê

Artistas: Vários

Curadoria: Paulo Azeco

De 20/10 a 23/11

Galeria Base Ver mapa

Endereço: Av. Nove de Julho, 5593 - Jardim Paulista, São Paulo - SP

Telefone: (11) 3073-0295

 

A Galeria Base inaugura a mostra "O olho que aponta não é o mesmo que vê", composta por 32 obras – colagens, desenhos, gravuras, fotografias e pinturas - de Abraham Palatnik, AlmandradeAntônio Dias, Christian Cravo, Emanoel Araújo, Falves Silva, José Cláudio, José RufinoMacaparana, Marcelo Silveira, Márcio Almeida, Marco Ribeiro, Mário Cravo Neto, Montez Magno e Sérvulo Esmeraldo, sob curadoria de Paulo Azeco. A coletiva toma como referência o conceito de Hipermodernidade proposto pelo filósofo francês Gilles Lipovetsky, e subvertendo qualquer noção regionalista, reúne 15 artistas nordestinos de gerações distintas, os quais, cada um à sua forma, apresentam uma arte global, contemporânea e contextualizada. A mostra fica em cartaz na galeria entre os dias 20 de outubro e 23 de novembro de 2018, com entrada livre e gratuita.

Cícero Dias, Figura na Janela, década de 1940. Óleo sobre tela, 55 x 45 cm. Foto: Divulgação.

Na mostra, destaca-se uma produção brasileira que dialoga entre si através de uma linguagem contemporânea, representando uma arte universal e condizente com seu tempo. Trabalhos criados a partir das raízes desses artistas, e que perfaz um refinado e distinto imagético visual. “Se no início do século passado, em resposta à Semana de Arte Moderna (1922), tivemos a ‘Fase Heroica’ com os Movimentos Pau­Brasil (1924), Verde­Amarelo (1926) e o Antropofágico (1928), resultado da equação dos dois primeiros, 90 anos depois a produção artística brasileira flui de maneira naturalmente simbiótica. Pode se dizer que, sempre pautada no imaginário popular, trata-­se de uma das regiões onde a força estética é talvez o veio mais forte com a sua influência intrínseca regional sem ser, necessariamente, regionalista”, comenta o curador.

“O olho que aponta não é o mesmo que vê” diz respeito a um olhar eurocêntrico que predominou no nosso país por diversas gerações, inspirado na cultura européia e focado na produção da elite artística que se concentrava no sudeste, e que por anos não viu ou menosprezou a riqueza dos artistas do nordeste brasileiro - região de onde saíram alguns dos nomes mais reconhecidos atualmente, como Antônio Dias, Marcelo Silveira e Sérvulo Esmeraldo.

Tomando a Hipermodernidade como um enaltecimento da cultura moderna, dos novos meios de comunicação em massa, e especialmente da ideia equivocada de estar cada vez mais conectado, enquanto a solidão continua sendo o sentimento maior, notamos que a produção desses artistas do Nordeste brasileiro está alinhada com este conceito. Neste sentido, o curador destaca: “Muitos dos artistas da exposição possuem fortes carreiras internacionais, provando que comunicação de massa e a aldeia global pode sim ser de grande valia na produção artística. Contudo, é importante ressaltar que isso é valido quando o olho presta atenção em si mesmo antes de enxergar o mundo e, nisso, os nomes dessa exposição fizeram com maestria. Uma exposição de artistas conterrâneos que abraça um mundo”.

José Rufino, Nobilitas II, 2013. Escultura em madeira, 125 x 140 x 10 cm. Foto: Divulgação.

Serviço
Exposição: "O olho que aponta não é o mesmo que vê", coletiva com os artistas Abraham Palatnik, Almandrade, Antônio Dias, Christian Cravo, Emanoel Araújo, Falves Silva, José Cláudio, José Rufino, Macaparana, Marcelo Silveira, Márcio Almeida, Marco Ribeiro, Mário Cravo Neto, Montez Magno e Sérvulo Esmeraldo, sob curadoria de Paulo Azeco.
Datas e horários: Abertura dia 20 de outubro de 2018, sábado, das 15 às 18h. Em cartaz até 23 de novembro de 2018. De terça a sexta-feira, das 14 às 19h; sábados, somente com agendamento através do e-mail contato@galeriabase.com.br.
Local: Galeria Base | Av. 9 de Julho, 5593/11 – Jardim Paulista, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.