AGENDA CULTURAL

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Mais é igual a menos - 18 anos de Fiteiro Cultural

Artistas: Fabiana de Barros

Curadoria: -

De 29/3 a 18/6

Sesc Pompéia Ver mapa

Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia

Telefone: (11)3871-7700

As Edições Sesc São Paulo promovem no Sesc Pompeia o lançamento da 2ª edição do livro Aberto [Open]: Fiteiro Cultural, da artista Fabiana de Barros. A obra registra, reinterpreta, atualiza, analisa e exibe a memória visual da estrutura e do impacto causado pelo projeto criado por Barros em 1998 em João Pessoa (PB), durante um intercâmbio artístico entre Suíça, Brasil e França. No dia 05 de abril (quarta-feira), a autora participa de nova sessão de autógrafos na 12ª edição da SP-Arte, no Fiteiro Cultural montado especialmente na área externa do evento, com acesso livre para o público.

Fabiana de Barros. Crédito Yuri Oliveira

Inspirado nos quiosques de comércio popular de João Pessoa – chamados de fiteiros pela população local -, o Fiteiro Cultural foi reconfigurando sua vocação conforme era utilizado pela artista. O que originalmente havia sido pensado para ser um espaço individual de ateliê e leitura durante sua residência artística, aos poucos se tornou uma obra aberta à participação, ocupação e interação: tanto de artistas quanto do público, com o intuito de ser um espaço ideal, capaz de se transformar em ateliê, palco, espaço de exposições ou local propício para descanso, leitura e reflexão. 

Fabiana de Barros. Crédito Yuri Oliveira

A exposição (+ = -) | 18 Anos de Fiteiro Cultural pretende apresentar ao público do Sesc um olhar panorâmico da história do Fiteiro Cultural, uma obra de arte pública e contextual criada pela artista Fabiana de Barros, inspirada nas vendas de rua do norte do Brasil. O Fiteiro é lugar cultural nômade que cria sua programação de acordo com o local onde está instalado. Através de uma estrutura reprodutível, ele visa difundir todas as formas de cultura podendo se transformar em atelier, centro de espetáculos ou de exposições, cena de teatro, lugar de debates, ou em espaço de repouso e de reflexão.

Um ano após a experiência na Paraíba, Fabiana de Barros foi convidada pela artista grega Maria Papadimitriou a levar o Fiteiro Cultural para a periferia de Atenas, na Grécia, onde ela realizava um projeto com a população de ciganos. Desde então, o projeto percorreu cidades na Alemanha, Armênia, Cuba, Estados Unidos, França, Itália, Palestina, Portugal e Suíça, assumindo sua postura intervenção artística coletiva.

 “O Fiteiro Cultural é uma obra em constante mutação, não há começo nem fim, não há evolução, não há forma ideal. A descoberta do outro faz parte dela. É o que eu entendi como ‘escultura social’. O Fiteiro é um ‘não lugar’ que, para poder existir, conta com a comunidade do local onde está instalado. Cada vez que é construído, ele me coloca como espectadora da minha própria obra”.
Fabiana de Barros

Fabiana de Barros. Crédito Yuri Oliveira

Na introdução à 2ª edição, publicada 12 anos após a primeira, a artista explica que as inúmeras transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e tecnológicas ocorridas no mundo vêm tornando cada vez mais escassos os espaços para projetos dessa natureza. Assim impossibilitado de continuar ocupando espaços públicos, o Fiteiro Cultural atualmente está presente como obra tridimensional no espaço virtual Second Life. “Ali ele é transformado em uma ilha por onde circulam milhares de pessoas todos os dias e na qual é possível vislumbrar a utopia de um mundo interativo e sem fronteiras”, afirma Fabiana.

Em edição bilíngue (português/inglês), o livro apresenta um mapa da instalação dos Fiteiros Culturais ao longo dos 18 anos de existência no projeto. Cada país contemplado conta com seu próprio capítulo, ricamente ilustrado com fotos, desenhos e imagens. Os diversos textos descritivos e reflexivos são assinados por 25 autores que participaram diretamente ou se encantaram com a obra sobre a qual discorrem, e há ainda uma entrevista com Fabiana de Barros realizada pelo jornalista e editor Alcino Leite Neto.

“Com uma instabilidade criativa extremamente saudável, o Fiteiro Cultural assemelha-se a um retrato inacabado das cidades por onde passa, captando, com todo potencial, o seu pulsar vibrante e contínuo, cuja capacidade de adaptação, transformação, negação e aceitação de si mesmas é incomensurável. O Fiteiro Cultural é um processador de desejos, uma obra aberta mutante. Daí ter ele tão especial dimensão para o Sesc São Paulo, que se fortalece com a publicação da segunda edição, revista e ampliada, deste livro”.
Danilo Santos de Miranda – Diretor Regional do Sesc São Paulo

Serviço
Abertura da exposição (+ = -) Mais é igual a menos - 18 anos de Fiteiro Cultural Autora: Fabiana de Barros
Data: 29 de março de 2017, quarta-feira, às 20h
Até: 18 de Julho de 2017
Local: Sesc Pompeia
As publicações das Edições Sesc São Paulo podem ser adquiridas em todas as unidades Sesc SP (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/livraria 

Sobre a Autora
Fabiana de Barros formou-se em artes plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado em São Paulo (FAAP), em 1983. Entre 1988 e 1991, fez pós-graduação em multimídia na École Supérieure d’Art Visuel de Genebra, Suíça. Entre outras performances, videoinstalações e web art, destaca-se o Fiteiro Cultural, apresentado desde 1998 no Brasil e no exterior e integrou as exposições 8ª Bienal de Havana, Cuba (2003), o Fórum Cultural Mundial, São Paulo (2004), a 7ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, e U-TOPICS 11th Swiss Sculpture Exhibition, Suíça (2009). Este trabalho resultou no livro Aberto [OPEN] Ouvert, publicado em 2004, pelo Sesc São Paulo. Desde 1989, dirige o arquivo fotográfico de Geraldo de Barros e organizou importantes exposições dedicadas ao artista no Ludwig Museum, na Alemanha, no Sesc Pompeia e Pinheiros, em São Paulo, no Musée de l’Elysée, na Suíça e no MoMA, em Nova York. Coordenou a edição dos livros Sobras e Fotoformas, que reproduzem a maior parte do trabalho fotográfico de Geraldo de Barros, pela editora Cosac Naify. Em 1996, produziu juntamente com a Tatu Filmes o filme longa-metragem Geraldo de Barros - Sobras em obras, sobre a vida e obra de Geraldo de Barros, dirigido por Michel Favre e apresentado nos festivais de cinema Visions du Réel em Nyon, na Suíça, na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e no Rio de Janeiro, no Millenium Film Festival em Szolnok, Hungria. O filme teve uma distribuição comercial nos cinemas na Suíça, foi veiculado em vários canais de TV do mundo e recebeu premiações na Genebra, no Rio de Janeiro e na Hungria. 

Sobre as edições SESC São Paulo
Segmento editorial do Sesc, as Edições Sesc São Paulo têm o intuito de expandir o campo de ação da instituição, atendendo a um público cada vez mais amplo. Seu catálogo abrange diversas áreas do conhecimento, com ênfase em artes e ciências humanas, tendo a programação artístico-cultural e educativa do Sesc como uma das principais fontes de conteúdos da editora. Além dos títulos impressos, a editora já iniciou a digitalização de seu acervo. O objetivo é ter, em breve, todo o catálogo em e-books.