AGENDA DAS ARTES

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Jean-Michel Basquiat

Artistas: Jean-Michel Basquiat

Curadoria: Pieter Tjabbes

De 25/1 a 08/4

Centro Cultural Banco do Brasil Ver mapa

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro

Telefone: (11) 3113-3651

Retrospectiva de Jean-Michel Basquiat recebe mais de 80 obras em exposição gratuita no CCBB



                                                                                                                          (Jean-Michel Basquiat Untitled, Bracco di Ferro)


Contando com mais de 80 peças do artista Jean-Michel Basquiat, o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), apresenta durante todo o ano de 2018, a Brasil Retrospectiva do artista. Expoente do neoexpressionismo americano, tornou-se notório quando ainda grafitava seus desenhos e pinturas pelas ruas de Nova Iorque.

SÃO PAULO, BRASÍLIA, BELO HORIZONTE e RIO DE JANEIRO
Em 2018, o artista nova-iorquino, de ascendência afro-caribenha, Jean-Michel Basquiat finalmente ganhará uma grande retrospectiva. Suas obras, desenhos e pinturas, circularão pelo Brasil em exposições gratuitas para o público. A incrível coleção com inúmeras obra-primas, entre quadros, desenhos, gravuras e pratos pintados, poderá ser vista e admirada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo, no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade. São mais de 80 obras, que ficarão em exposição na capital paulista até o dia 7 de abril para, em seguida, serem apresentadas em Brasília (de 21 de abril, aniversário da capital federal, a 1o de julho), Belo Horizonte (16 de julho a 26 de setembro) e Rio de Janeiro (12 de outubro a 8 de janeiro de 2019).
Os processos de negociação para a vinda desse acervo tão abrangente e qualificado ao Brasil, levaram cerca dois anos para finalmente, chegarem ao público no CCBB. O acervo traça o panorama da obra de Basquiat. Composto por desenhos, pinturas e objetos, parte desse acervo que pertencia ao artista Andy Warhol (1928-1987), de quem Basquiat era amigo, estará exposto para o deleito dos visitantes, inclusive uma obra produzida pelos dois: "Thin Lips", de 1984/85. 

                                                                                                                                                  (Thin Lips, de 1984/85)          

A retrospectiva Jean-Michel Basquiat também conta com obras da família Mugrabi, dona das maiores coleções de Basquiat. As peças foram disputadas por diversos países, entre eles Coreia do Sul, Japão e Rússia.
A fantástica coleção chega ao Brasil graças à ação conjunta do Banco do Brasil e da produtora Art Unlimited, com patrocínio da BB SEGURIDADE, da BRASILCAP e do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE. A curadoria é de Pieter Tjabbes. “A iniciativa de apresentar a maior retrospectiva do trabalho de Basquiat na América Latina, em quatro capitais brasileiras, ao longo de um ano, com ingressos gratuitos, reforça o compromisso do Banco do Brasil na formação do público para as artes visuais, no acesso à cultura e no valor da diversidade”, afirma Alexandre Alves de Souza, diretor de Marketing do Banco do Brasil.


VIDA CURTA, PRODUÇÃO MARCANTE
Negro e filho de imigrantes, Jean-Michel Basquiat nasceu em 1960, em Nova Iorque. Basquiat quebrou padrões e desafiou uma arte predominantemente feita por homens brancos nos anos 60 nos Estados Unidos. Morreu jovem, aos 27 anos, de overdose. Seu pai era haitiano e, sua mãe, descendente de imigrantes porto-riquenhos. Desde garoto, foi reconhecido pela inteligência excepcional. Após deixar a casa de sua família ainda na adolescência, aprendeu outras línguas como francês e espanhol e desenvolveu seu talento e apreço pelas artes.
Acasos o levariam a compor sua obra de maneira marcante: Quando criança, Basquiat foi atropelado quando brincava nas ruas do Brooklyn. No acidente, quebrou um de seus braços e seu baço teve de ser retirado. Durante o longo período de recuperação, sua mãe deu-lhe um exemplar do livro Gray’s Anatomy, um atlas de anatomia humana do século XIX., que influenciou sua produção artística por mais décadas.
Quando morreu, em 1988, Basquiat era uma estrela do cenário de arte em Nova Iorque. Sua produção, destacada pelo uso, em sua maioria, de materiais simples e colagens atraía a atenção de críticos, curadores e, não menos importante, de compradores. Exposições recentes em Nova Iorque, Roma e Londres têm valorizado ainda mais sua produção e suas obras. Em 2017, por exemplo, uma tela sua, Sem título (1982), foi vendida por mais de US$ 110 milhões de dólares num leilão, fazendo deste trabalho a mais cara obra e arte norte-americana já vendida.
Em sua breve carreira, Basquiat trouxe questionamentos sobre o seu contexto social, sobre a vivência dos jovens negros de sua época nos EUA: “Eu percebi que não via muitas pinturas com pessoas negras”, explicou o próprio Basquiat, fazendo um adendo depois: “o negro é o protagonista da maioria das minhas pinturas”.

 


                                                                                                (Acervo Infoart - "Famous Negro Athletes")


“É um projeto importante que trará uma nova visão sobre a arte”, aposta Fernando Barbosa, presidente do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE nas áreas de Vida, Rural e Habitacional. “Basquiat foi um artista intenso, composto pela diversidade e com uma percepção única sobre o mundo”, diz.
Participar de uma mostra dessa magnitude é uma honra para nós”, reforça. Luis Gutiérrez, presidente do GRUPO nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities, complementa: “o acesso gratuito para a experiência dessa incrível exposição complementa nosso posicionamento de apoio à cultura e de fomento da arte como propulsores do fortalecimento da sociedade”.
Com uma interessante trajetória. o artista que iniciou suas produções nas paredes do bairro de Downtown, em Manhattan e nos metrôs de Nova Iorque e em poucos anos, teve seu reconhecimento como figura artística mais aclamada pelos críticos e mercados de arte em Nova Iorque, a retrospectiva de Basquiat no CCBB, tem como proposta trazer ao público este panorama, desde as primeiras produções, após deixar de vender cartões postais de sua própria autoria, até seus momentos finais. Um dos destaques entre os diversos desenhos presentes na exposição é Hong Kong (1985).
SAMO IS DEAD
A produção artística de Basquiat tem início quando, aos 16 anos, ele começa a espalhar poemas e epigramas assinados como SAMO, junto com Al Diaz, por Nova Iorque. Os grafites e cartazes na linha D do metrô e em outras áreas de Manhattan atraíram a atenção do Village Voice, jornal independente que destacou a produção do grafite nova-iorquino, marcou uma geração de artistas e militantes LGBT nos Estados Unidos e permanece, ainda hoje, ativo.
Com aparições cada vez mais frequentes em programas de TV e sendo aclamado no circuito de arte, Basquiat torna-se um artista célebre e então seu codinome SAMO (SAME OLD SHIT, A MESMA MERDA DE SEMPRE), é abandonado, realizando uma intervenção na cidade com a inscrição “SAMO is dead”, grafitada no SoHo, marcando história na arte norte-americana.

Basquiat e Andy Warhol
Entre suas parcerias de mais destaque, está sua produção com Andy Warhol. Em 1982, Basquiat conhece Andy Warhol e eles se tornam amigos. A partir de então, ambos trabalhariam em parceria em uma série de quadros. O resultado dessa parceria poderá ser visto pelo público brasileiro através da obra: Heart Attack (Infarto, 1984).
Nesse período, Basquiat é um artista celebrado, disputado pelas galerias e com frequentes exposições internacionais. Apesar do vício em heroína, sua produção se mantém. Em 1988, ano de sua morte, expôs em Paris (França) e em Dusseldorf (Alemanha). Entre os trabalhos desses anos, estará exposta no Brasil Rusting Red Car (Carro Vermelho Enferrujado, 1984). De acordo com Pieter Tjabbes, “a habilidade de projetar sua poderosa personalidade e sua inteligência aguda para dentro de sua obra mantém as realizações de Basquiat sempre vivas”. É essa capacidade que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Art Unlimited apresentarão ao Brasil em quatro capitais, em 2018. Imperdível!

 

                                                                                                                        (Flashes in the Naples, de Jean-Michel Basquiat)                                                                                         

Serviço:
Jean-Michel Basquiat, com curadoria de Pieter Tjabbes
Datas e horários: Abertura dia 25 de Janeiro de 2018. Em cartaz até 07 de Abril de 2018. De quarta a segunda, das 9h às 21h.
Local: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3113-3651
Gratuito