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Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural

Artistas: Delacroix, Goya, Toulouse-Lautrec, Rembrandt, Manet e outros

Curadoria: Marcos Moraes

De 28/11 a 17/2

Itaú Cultural Ver mapa

Endereço: Avenida Paulista, 149 - Cerqueira César

Telefone: (11) 2168-1777

"Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural" mapeia seis séculos da produção gráfica europeia em mais de 100 imagens deste incrível acervo, composto por 453 imagens impressas. Com curadoria de Marcos Moraes, a mostra apresenta as obras de forma didática, revelando diferentes técnicas utilizadas pelos artistas do século XV ao XX. Em cartaz entre os dias 28 de novembro e 17 de fevereiro de 2019, no Itaú Cultural, na Av. Paulista. A entrada é livre e gratuita.

Pablo Picasso, David et Bethsabée, 1949. Foto: Succesion AUTVIS Br / Iara Venanzi / Itáu Cultural.

Trata-se de um recorte representativo, pela diversidade de técnicas, temas e destinações das gravuras. “Esta seleção permite pensar na linguagem gráfica e em outros caminhos de leitura e interesse ao longo desse instigante empreendimento que foi a produção de imagens impressas”, observa o curador.

Antes de chegar a São Paulo, a mostra fez uma itinerância passando por Santos, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Brasília e Florianópolis. Em São Paulo, vem acrescida de David et Bethsabée, uma litogravura de Pablo Picasso, de 1949, recém adquirida para a coleção e ainda não exibida ao público. Ao lado da xilogravura The Grils on the bridge, 1918, de Edvard Munch, mais uma obra recentemente incorporada ao acervo, ela oferece ao público uma abertura para os caminhos de experimentalismo, que a linguagem gráfica conseguiu alcançar e que possibilitou infindáveis investigações e inovações ao longo do século XX e do início do XXI.

Edvard Munch, The Grils on the bridge, 1918. Foto: Iara Venanzi / Itáu Cultural.

David et Bethsabée e The Grils on the bridge, respectivamente Picasso e Munch, se somam a uma série de trabalhos de outros artistas também mais conhecidos como pintores. Entre eles, Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec e Rembrandt van Rijn. A gravura mais antiga em exibição na mostra é Cristo Carregando Cruz, feita em 1475 por Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia. Vale ressaltar as ilustrações realizadas por Gustave Doré, no século XIX, para o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Entre o conjunto também estão obras do artista e caricaturista francês Honoré-Victorien Daumier, como Quelle heurese rencontre! – Les Amis (ca.1840), Mais pis que (s.d.), C’est bien parce (s.d.), Um ami est – Les Amis (ca. 1840), J’offrirai à monsieur (s.d.). Dele, há, ainda, o original de uma charge publicada no jornal Le Charivari, um dos principais veículos franceses no período.

Martin Schongauer, Cristo Carregando Cruz, ca. 1475. Foto: Iara Venanzi / Itáu Cultural.

“A imagem impressa acompanha a humanidade desde os seus primórdios, e podemos remontar essa trajetória às primeiras mãos marcadas, por meio de pigmentos, nas paredes de grutas e cavernas”, pontua o curador. De acordo com ele, as primeiras imagens impressas são xilogravuras produzidas no século XV, e, a partir desse período, aprimoram-se as técnicas: são incorporadas inovações e é desenvolvida a linguagem gráfica. Por esse caminho, no século XIX a gravura chega à autonomia. Para abordar esse meio de criação é preciso, portanto, delimitar um escopo.”

Toulouse-Lautrec, Ultime Ballade, sem data. Foto: Iara Venanzi / Itáu Cultural.

Sobre Marcos Moraes
Doutor em Arquitetura e Urbanismo (2009), graduado em Direito (1979) e Artes Cênicas (1987), com especialização em Arte Educação e Museu, todos pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é coordenador dos cursos de bacharelado e licenciatura em Artes Visuais, bem como dos Programas Internacionais de Residência Artística (Cité des Arts e Residência Artística FAAP), ambos da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), onde também é docente (graduação e pós graduação) em História da Arte, Desenvolvimento de Projeto Integrado e é responsável pelos Seminários de Investigação Contemporânea, além de curador do Programa de exposição dos bacharelados em artes visuais, e das salas especiais com artistas convidados da Anual de Arte FAAP. Integra o Conselho de Aquisição do MAB FAAP e o Conselho Consultivo do MAM de São Paulo.

Eugène Delacroix, Le Forgeron, 1833. Foto: Iara Venanzi / Itáu Cultural.

Coleção Itaú: acervo para todos os brasileiros
O Itaú conta com uma das maiores coleções corporativas de arte do mundo. Com mais de 15 mil peças, é constituída exclusivamente com recursos próprios. Para garantir o acesso do público, o Itaú Cultural realiza mostras gratuitas em sua sede e pelo país e exterior. Já realizou mais de 60 exposições vistas por mais de 1,7 milhão de pessoas de mais vinte cidades do Brasil e em seis países, como Argentina e França.

Rembrandt van Rijn, Autorretrato, ca. 1642. Foto: Iara Venanzi / Itaú Cultural.

Serviço
Exposição: "Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural", com curadoria de Marcos Moraes.
Datas e horários: Abertura dia 28 de novembro, quarta-feira, às 20h. Em cartaz até 17 de fevereiro de 2019. De terças a sextas-feiras, das 9h às 20h, com permanência até as 20h30; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
Local: Itaú Cultural (Pisos 1 e -1) | Avenida Paulista, 149 - São Paulo (estação Brigadeiro do Metrô).
Entrada livre e gratuita.
Acesso para pessoas com deficiência física.
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108. Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12. Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.