AGENDA DAS ARTES

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Geraldo Industrial

Artistas: Geraldo de Barros

Curadoria: -

De 5/11 a 12/1

Luciana Brito Galeria Ver mapa

Endereço: Avenida Nove de Julho, 5162 - Jardim Europa

Telefone: (11) 3842-0634

Será dedicada à Geraldo de Barros (Chavantes, 1923 – São Paulo, 1998) a próxima exposição apresentada pela Luciana Brito Galeria. A abertura da mostra individual, intitulada Geraldo Industrial, acontece no sábado dia 5 de novembro. A exposição, idealizada por Fabiana de Barros e Lenora de Barros, traz um panorama da produção do artista que transitou pelos mais diversos campos de expressão da arte.

Geraldo de Barros teve uma prática artística abrangente, trafegando entre a pintura, fotografia e o design de móveis. Desenvolvidas pelo artista de forma concomitante, os procedimentos e técnicas implícitos nessas atividades, a principio tão diversas, faziam parte de um mesmo processo criativo. A exposição Geraldo Industrial pretende aproximar o público desse rico processo de trabalho, evidenciando a partir de uma seleção apurada de pinturas, fotografias e mobiliário – todos assinados por Geraldo de Barros – o caráter múltiplo do artista que foi um dos precursores da arte concreta no Brasil.


Sem título, 1990

Pela primeira vez, desde sua mudança de sede, um único artista ocupará todo o espaço expositivo da Luciana Brito Galeria. A exposição apresentará obras icônicas de Geraldo de Barros, como um conjunto de fórmicas que fazem parte da série Jogos de dados, exibida pela primeira vez na Bienal de Veneza de 1986 e pertencentes a coleção do Museu de Artes Visuais da Unicamp, em Campinas. Também serão exibidos desenhos preparatórios relativos à obras realizadas nas décadas de 1980 que compõem a coleção de Inhotim, além de ser reservado a um dos espaços expositivos da galeria, a reconstituição de um quarto cujo mobiliário é de autoria do artista, remontando seus anos de atuação frente as fábricas Unilabor (1954 -1967) e HObJEto (1964 – 1989).

Serão mostradas, no anexo da galeria, dez serigrafias (72 x 72 cm) inéditas, editadas postumamente especialmente para exposição. As serigrafias resumem o pensamento de Geraldo de Barros no desenvolvimento da série Jogos de dados.


Sem título, 1983

Foi trazendo a arte para o cotidiano, seja através do mobiliário seja através da utilização de um modo de produção tipicamente industrial na confecção das fórmicas ou ainda em suas fotografias, que Geraldo cumpriu a intenção moderna de socialização da arte. Mais do que permitir um passeio por sua trajetória, a mostra Geraldo Industrial possibilita, através de seleção arrojada de trabalhos, que o público entre em contato com essa intenção do artista.

A exposição conta com a colaboração do Museu de Artes Visuais da Unicamp, o Instituto Inhotim, Heloisa Espada e Thomaz Saavedra.


Estudo

Sobre Geraldo de Barros
Geraldo de Barros nasceu em 1923 em Chavantes, Brasil. Aos 26 anos de idade participou da criação do laboratório e do curso de fotografia do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde apresentou a exposição individual Fotoformas, em 1950. Em 1951 estudou na HfG - Hoschule für Gestaltung (Escola das Formas) em Ulm, Alemanha. Atuou fortemente em grupos de vanguarda artística paulista como o XV, e foi um dos fundadores dos grupos Ruptura (1952) e Rex (1966). Participou da I, II, IX, XV e XXI Bienais de São Paulo e da Bienal de Veneza (Itália), em 1986. Já em 2014 o Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro, organizou a retrospectiva Geraldo de Barros e a Fotografia. No ano seguinte a mesma exposição foi exibida no Sesc Belenzinho em São Paulo. Seu trabalho faz parte das coleções da Cisneros Fontanals Art Foundation, Fonds d'Art Contemporain de l'Etat de Genève, Fundação Bienal de São Paulo, Instituto Inhotim, Museu Ludwig, Max Bill Foundation, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e MoMA, Nova York. Em 1998, Geraldo de Barros falece em São Paulo.