AGENDA DAS ARTES

Voltar

Diários de Cheiros: Teto de Vidro

Artistas: Josely Carvalho

Curadoria: Laura Abreu

De 3/3 a 6/5

MAC - Museu de Arte Contemporânea Ver mapa

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera

Telefone: (11) 2648-0254

O Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP), recebe entre os dias 3 de março e 6 de maio de 2018 a exposição "Diário de Cheiros: Teto de Vidro", da artista Josely Carvalho. A mostra, com curadoria de Laura Abreu, convida o público a desbravar diferentes cheiros, sendo um desdobramento do Diário de Imagens, que compreende a obra da artista desde 1970 e se apresenta de forma multimídia, incorporando uma infinidade de suportes, do desenho e objeto às instalações olfativas mais recentes. A entrada é livre e gratuita, e o público é convidado a participar e sentir a exposição de uma forma única.

Josely Carvalho, Estilhaço, 2013 (Divulgação)

A mostra consta de duas instalações, sendo a primeira Estilhaços, comporsta por taças de vinho quebradas que contêm memórias olfativas. Delas foram elaborados seis cheiros: Prazer, Ilusão, Persistência, Vazio, Ausência e do Afetivo, originados de textos de seis escritores, convidados pela artista radicada em Nova York. Para a instalação seguinte, Resiliência, a artista criou seis cheiros: Pimenta, LacrimaeAnóxia, Barricada, Poeira e Dama da Noite, inspirados nos estilhaços de vidros das manifestações que ocorreram no Rio de Janeiro em 2013 e que ocorrem globalmente. Segundo a artista, “os cheiros fortes nos remetem a sensação de perigo, instabilidade, intimidação e fragilidade, com exceção da Dama da Noite, cheiro puro da flor noturna, cheiro inebriante e narcótico que pode chegar a mascarar ou potencializar os outros odores”, conta. Cheiro dos Estilhaços será sentido através do toque. Nanocápsulas são produzidas pela empresa Ananse e serão incorporadas na fotografia impressa em voil transparente.

A curadora do MAC, Katia Canton, em seu texto de apresentação da exposição diz que “a artista nutre-se da experiência pessoal e dos fatos sócio-políticos que mobilizam o mundo, sobretudo, aqueles que tocam a condição do feminino para criar uma teia híbrida, onde costura a relação tempo/espaço de maneira espiralada e contínua, assimilando em seus fluxos imagens, sons, lembranças e, cada vez mais, cheiros retirados de seu cotidiano e de suas histórias de vida”.

Josely Carvalho, Ânfora, 2017 (Divulgação)

A artista busca quebrar a santidade da obra de arte sendo a interatividade, parte integral da exposição. O público é convidado a tocar, cheirar, ouvir e ver. O sentir permite a abertura da memória. Ao segurar em suas mãos as esculturas levando-a ao nariz, consequentemente os sentidos do olfato e do tato são ativados. O mito de que uma obra de arte não pode ser tocada é quebrado nesta exposição.

A exposição conta com 13 cheiros originais produzidos em parceria com a Givaudan do Brasil; nano cápsulas de cheiro produzidos pela Ananse, livro de artista, seis esculturas de vidro soprado, vídeo e som para 4 canais e seis crayons olfativos a serem experimentados em uma parede da sala expositiva.

Josely Carvalho, Livro Olfativo, 2017 (Divulgação) 

Serviço
Exposição: "Diário de cheiros: Teto de vidro", individual de Josely Carvalho com curadoria de Laura Abreu.
Datas e horários: Abertura dia 3 de março, sábado, às 11h. Em cartaz até 6 de maio de 2018. Às terças-feiras, das 10h às 21h; de quarta a domingo, das 10h às 18h.
Local: MAC USP | Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.