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Chão em Chamas

Artistas: João Castilho

Curadoria: Michelle Sommer

De 5/10 a 4/11

Zipper Galeria Ver mapa

Endereço: Rua Estados Unidos, 1494 - Jardim América - São Paulo - SP CEP 01427-001

Telefone: 11 4306-4306

Em “Chão em Chamas”, nova individual na Zipper Galeria, o artista João Castilho exibe novas séries fotográficas e de objetos que se apresentam como indícios de uma nova reordenação do mundo: fenômenos aparentemente simples que prenunciam alterações drásticas em um futuro próximo, ou que desencadearam-nas em um passado remoto. Os novos trabalhos de Castilho precipitam narrativas orientadas, principalmente, pelo vetor temporal. Com curadoria de Michelle Sommer, a mostra inaugura no dia 5 de outubro, e segue em cartaz até 4 de novembro. A entrada é livre e gratuita.


João Castilho- Dois sóis.

O título da exposição foi emprestado do livro de contos do escritor e fotógrafo mexicano Juan Rulfo, publicado pela primeira vez em 1953. Entre grande variedade de personagens e situações narradas pelo autor, há em comum um clima de aridez que é o cenário de um eterno embate entre a sobrevivência e a extinção. Chão em Chamas trás ao mesmo tempo a ideia de fim e de começo.

Apontando para um futuro distópico, a fotoinstalação Revanche Animal (2017) de Castilho, composta por dezenas de cianótipos, faz uma composição que propõe uma nova hierarquia na cadeia alimentar, em que o ser humano é ameaçado no topo. Na mesma direção, a fotoinstalação Dois Sóis (2017) forma uma céu que abriga dois sóis, em uma situação ligada a um imaginário apocalíptico. Já na série de esculturas em bronze Torres (2017), instaladas sobre bases de concreto, o desequilíbrio toma forma em casas de João de Barro empilhadas como em um edifício.


João Castilho-Torres.

No vetor temporal oposto, direcionado ao passado, dois trabalhos com pegadas abrem um arco temporal que vão à época dos dinossauros, seres que, em uma perspectiva geológica, estavam à beira da extinção sem saber. A fotoinstalação Passos Fósseis (2017) registra pegadas de dinossauros que datam mais de 100 milhões de anos, produzidas em sítio paleontológico na Paraíba. E, em contraponto a estas, Marca Infinita (2017) mostra pegadas de animais de nossa era – como macaco, onça parda, tamanduá-bandeira, ema, jabuti, arara e onça pintada - “fossilizadas” em bronze pelo artista. O indício é de que, nas duas séries, o presente figura como uma ausência.

Sobre o artista
João Castilho (Belo Horizonte, Brasil, 1978) é artista visual e trabalha com fotografia, vídeo e escultura. Sua produção têm inspiração na literatura, na cultura popular, nas paisagens do cerrado brasileiro, na relação com a natureza, nas cenas cotidianas e temas da atualidade. O trabalho do artista está presente em coleções institucionais como Musée du Quai Branly, Paris; Pinacoteca do Estado, em São Paulo; Coleção Pirelli/MASP de Fotografia, São Paulo; e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Ganhou prêmios da Fundação Conrado Wessel de Arte, em 2014; e a Bolsa de Fotografia, do Instituto Moreira Salles, em 2013. Foi um dos artistas selecionados para o 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil e da Bienal do Mercosul, em 2015. Principais exposições individuais: Zoo, Bratislava, Eslováquia (2016), Caos-mundo. FUNARTE, Belo Horizonte, Brasil (2013), Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil (2010). Principais exposições coletivas: "L’Autre Visage". Embaixada do Brasil na Bélgica, Bruxelas (2017); 10th Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2015); Singularidades/Anotações, Itaú Cultural, São Paulo (2014); XX Bienal Internacional de Curitiba, Curitiba, Brasil (2014); I Bienal de Fotografia. MASP, São Paulo, Brasil (2014).

Serviço:
Exposição: "Chão em Chamas" de João Castilho com curadoria de Michelle Sommer.
Data: Abertura dia 5 de outubro de 2017. Em cartaz até 4 de novembro de 2017.
Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 10h às 19h; sábado das 11h às 17h.
Local: Zipper Galeria | Rua Estados Unidos, 1494 - Jardim América, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.