AGENDA DAS ARTES

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Arte Atual 2018 - Fratura

Artistas: Adriano Costa, Arjan Martins e Juliana Cerqueira Leite

Curadoria: Paulo Miyada

De 15/3 a 6/5

Instituto Tomie Ohtake Ver mapa

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros - São Paulo - SP CEP 01451-001

Telefone: (11) 2245-1900

Criado em 2013 pelo Instituto Tomie Ohtake, o programa Arte Atual é uma plataforma para pesquisas artísticas, de caráter experimental, na qual um grupo de artistas convidado desenvolve um novo trabalho baseado em questões propostas pelo Núcleo de Pesquisa e Curadoria do instituto, coordenado por Paulo Miyada. Para "Fratura", primeira edição do programa realizada em 2018, em cartaz entre os dias 15 de março e 6 de maio, a proposta curatorial é questionar as urgências do tempo presente e seu apego à própria descartabilidade a partir das obras de Adriano Costa, Arjan Martins e Juliana Cerqueira Leite. “Em uma época que resiste a planejar seu futuro ou a conhecer seu passado, talvez seja o momento de questionar a fugacidade do que se propaga ao redor: e se nada – nenhum produto, nenhum corpo, nenhuma história – for tratado como descartável? ”, analisa Miyada. A entrada é livre e gratuita.

Arjan Martins, Sem título, 2013. Acrílica e óleo sobre tela, 195 x 185 cm (Foto: Pedro Agilson)

Nas obras do paulistano Adriano Costa, objetos e imagens banais hoje produzidos, consumidos e supostamente esquecidos, são recombinados até a lógica dos produtos fraturar o fazer artístico e vice-versa. “Até o ponto em que se possa perceber que os artefatos, imagens e ideias mais avançados na cadeia produtiva atual são materiais do presente e podem ser já a memorabilia das ruínas que existirão no futuro”.

Já o carioca Arjan Martins, em sua pintura, reconfigura valores de ícones já capturados por narrativas fáceis de consumir e símbolos de grande circulação social, especialmente relativos à história da colonização do Brasil e às visões e versões sobre a imigração e a escravidão africanas. “Em cartografias pintadas, procura, por exemplo, o avesso do papel heroico atribuído às caravelas e outros baluartes do projeto colonial, ao mesmo tempo em que se questiona a constante representação de imigrantes como alquebrados subalternos”.

Por sua vez, Juliana Cerqueira Leite, artista nascida em Chicago e que atualmente reside em Nova York, faz do próprio corpo molde, motor e matriz. Peças desse corpo esculpidas constroem uma ponte entre a obra e a identidade desse mesmo corpo. De acordo com a curadoria, a artista imprime sequências de movimento e empilhamentos de gestos em esculturas que, por um lado, vão além do reconhecimento de sua anatomia e, por outro, dependem do confronto físico direto com a resistência e plasticidade da matéria que molda sobre si: a ação não exprime uma ideia, mas imprime posições.

“Com estratégias tão diversas, esses três artistas arriscam-se a colocar-se em rota de colisão com o presente, não para capturá-lo ou vencê-lo, mas para deixar-se fraturar com seu empuxo e, assim, criar rastros para sua voracidade”, completa Miyada.

Juliana Cerqueira Leite, Go Out, 2016. Gesso, ferro e pigmento (Divulgação)

Serviço
Exposição: "Arte Atual 2018 - Fratura", de Adriano Costa, Arjan Martins e Juliana Cerqueira, com curadoria de Paulo Miyada.
Datas e horários: Abertura dia 15 de março, quinta-feira. Em cartaz até 6 de maio de 2018. De terça a domingo, das 11h às 20h.
Local: Instituto Tomie Ohtake | Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros, São Paulo (metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela).
Entrada livre e gratuita.