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Aquilo que resta

Artistas: Marcos Amaro

Curadoria: Marcus de Lontra Costa

De 8/11 a 8/12

Luis Maluf Art Gallery Ver mapa

Endereço: Rua Peixoto Gomide, 1887 - Jardins

Telefone: (11) 99344-4238

Fragmentos de uma trajetória poética amparada pela matéria. É esse o tom da nova série do artista visual Marcos Amaro, exposta na mostra individual "Aquilo que resta", em cartaz na Luis Maluf Art Gallery entre os dias 8 de novembro e 8 de dezembro de 2018. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, a mostra apresenta um recorte inédito de 11 trabalhos nos quais o artista explora diferentes substâncias - óleos, gorduras, betumes sobre chapas, latarias e fuselagens que se combinam para sugerir uma pintura matérica, que caminha entre o bidimensional e o tridimensional. A entrada na exposição é livre e gratuita.

Marcos Amaro, sem título, 2018. Pigmento, resina, cimento, maçarico sobre compensado. Créditos: Stefânia Sangi.

Com uma densa produção escultórica, Marcos Amaro migra para a pintura, mas não deixa de construir grandes volumes. O impacto visual de sua obra está nos materiais que explora e na relação que estabelece com os espaços que ocupa. A paleta de cores de seus trabalhos transita entre os tons que o cercam em seu ateliê de pintura, remetendo à degradação provinda do tempo. Os pontos de cor observados, por sua vez, revelam o que vibra em meio ao caos.

Para o curador Marcus de Lontra Costa, o artista aproxima matérias e conceitos diferenciados, que sugerem um diálogo permanente com o legado de Tunga e John Chamberlain. "Assim como eles, Marcos Amaro está inserido no universo da pop art que aproxima procedimentos artísticos industriais. As obras conectam-se também com a arte povera", pontua. Objetos pictóricos ou pinturas matéricas, é assim que se traduz o processo por onde passa essa série do artista, que explora materiais que estão entre o líquido e o sólido, apresentando-se, ao olhar do curador, obras "densas, compactas, misteriosas e estranhamente belas".

Marcos Amaro, sem título, 2018. Pigmento, resina, areia, cimento sobre lona. Créditos: Stefânia Sangi.

A mostra, que também se relaciona com o poema Resíduo, de Carlos Drummond de Andrade, revela aquilo que resta, que resiste e persiste do discurso poético do artista Marcos Amaro. "O trabalho é puramente matéria, dessa vez, explorada em uma pesquisa que transcende a trajetória artística marcada pelo uso de material aeronáutico ressignificado. Nessa produção inédita, revelo o compromisso com uma ação artística sólida, importante no contexto de realidades líquidas em que estamos inseridos", conta o artista.

Sobre o artista
Marcos Amaro estudou Filosofia – base intelectual que reflete o processo de pesquisa que antecede a produção artística. Desenvolve suas obras, predominantemente, a partir da matéria em estado bruto, precário, por vezes desconstruída e descontextualizada.

O artista expôs no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul e no Centro Cultural Correios de São Paulo e do Rio de Janeiro. Participou das principais feiras nacionais e internacionais, como a SP-Arte, a SCOPE – Basel, a CONTEXT-NY, Art Zurich e Art Wynwood. Venceu o prêmio de Escultura Sustentável na Bienal de Salerno e seus trabalhos integram as coleções do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, de Fábio Delduque, curador e diretor do Festival de Arte da Serrinha, e de seu galerista, Luis Maluf.

Marcos Amaro, sem título (detalhe), 2018. Pigmento, resina, cimento, maçarico sobre compensado. Créditos: Stefânia Sangi.

Serviço
Exposição: "Aquilo que resta", de Marcos Amaro com curadoria de Marcus de Lontra Costa
Datas e horários: Abertura dia 8 de novembro, quinta-feira, às 19h. Em cartaz até 8 de dezembro de 2018. De terça a sexta-feira, das 11h às 20h; sábado, das 11h às 18h.
Local: Luis Maluf Art Gallery | Rua Peixoto Gomide, 1887 – Jardins, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.