AGENDA DAS ARTES

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6° Prêmio EDP nas Artes

Artistas: Vários

Curadoria: -

De 28/11 a 13/1

Instituto Tomie Ohtake Ver mapa

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros - São Paulo - SP CEP 01451-001

Telefone: (11) 2245-1900

O Instituto Tomie Ohtake recebe, entre os dias 28 de novembro e 13 de janeiro de 2019, a mostra do "6º Prêmio EDP nas Artes", iniciativa que mantém ao lado do Instituto EDP com o objetivo de estimular a jovem produção artística contemporâneapara brasileira. Na inauguração da mostra serão conhecidos os três premiados com residências internacionais entre os 10 selecionados: Ana Cláudia De Almeida Santos; Elilson Gomes Do Nascimento; Iagor João Barbosa Peres; Jéssica De Souza Luz; Lucas Emanuel Furtado Soares; Ludmila Porto Cioffi De Lima; Lyz Parayzo; Mariana Rosado Ferreira; Matheus De Simone Maciel e Rafael José Bandeira Da Penha. A exposição tem entrada livre e gratuita.

Jéssica Luz, Entidade casal. Vídeo. Foto: Divulgação.

Do total das 464 inscrições, quase o dobro em relação à edição anterior, foram pré-selecionados 20 nomes, mediante análise de portfólio, desempenhada por um júri formado pelos artistas Artur Lescher, Fabio Morais, Jonas Van Holanda, Virgínia de Medeiros e as curadoras Diane Lima e Luise Malmaceda. Após entrevistas individuais via Skype, definiu-se a lista dos 10 selecionados, divulgados no início de agosto passado. O grupo recebeu acompanhamento personalizado da equipe de jurados para o processo de realização de suas respectivas obras, oportunidade rara para jovens artistas. Este acompanhamento implementou os critérios para a escolha dos três vencedores, que serão contemplados com bolsas de residência artística no exterior.

Voltado para estimular a produção artística contemporânea, o Prêmio EDP nas Artes é voltado para jovens artistas de todo o Brasil, nascidos ou residentes no país há pelo menos dois anos, com idade entre 18 e 29 anos. A iniciativa, além da premiação, contempla uma série de atividades ao longo do ano, como cursos, palestras e workshops em regiões brasileiras onde o acesso à arte contemporânea é mais restrito. Nesta edição, São José dos Campos, Vitória e Palmas receberam a programação.

Lucas Emanuel, Florindo, série Pintores Anônimos, 2018. Óleo e encáustica sobre tela, 40 x 50 cm. Foto: Divulgação.

“O Instituto EDP, desde sua criação há dez anos, tem como um de seus principais objetivos promover a arte e a cultura em todo o Brasil. O prêmio EDP nas Artes é uma das principais ações da Companhia nessa frente, estimulando o desenvolvimento da arte contemporânea e ajudando a educar as novas gerações de grandes artistas”, reforça Luis Carlos Gouveia Pereira, diretor-executivo do IEDP.

Na edição anterior, em 2016, os três premiados foram António Tarsis de Jesus (Salvador, BA); Luisa Puterman (São Paulo, SP); e Jonas Van Holanda (Fortaleza, CE). Eles tiveram a oportunidade de ir à Colômbia, Canadá e Portugal para expandirem suas formações.

Marie Carangi, Tetográficas, 2018. A grande teta, teta 3d, anel de teta, plotagem a partir de carimbo de teta. Foto: Juliana Souto / Divulgação.

Sobre os Jurados
A obra de Artur Lescher (1962, São Paulo - SP) marca presença na arte contemporânea brasileira com instalações, esculturas e objetos que ocupam espaços com força e fluidez. Seus trabalhos integram as coleções do The Museum of Fine Arts, Houston, e Philadelphia Museum of Art (ambos nos EUA), MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires e MAMBA - Museo de Arte Moderno de Buenos Aires (Argentina), Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outras. O artista participou das edições de 1987 e 2002 da Bienal de São Paulo e da edição de 2005 da Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil, onde também atuou como curador na edição de 2009.

Diane Lima (1986, Mundo Novo - BA) é curadora independente, pesquisadora e diretora criativa. Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, seu trabalho concentra-se em experimentar práticas curatoriais multidisciplinares em perspectiva decolonial. Entre os projetos criou o AfroTranscendence (Red Bull Station/ Galpão VideoBrasil), foi curadora entre 2016 e 2017 do Diálogos Ausentes (Itaú Cultural) e em 2018, do Valongo Festival Internacional da Imagem. Em 2019 realiza a Residência PlusAfrot na Villa Waldberta em Munique-Alemanha.

Fabio Morais (1975, São Paulo – SP) é artista visual com uma prática expositiva e editorial entre a visualidade e a escrita. Participou de exposições coletivas em instituições como Bienal de São Paulo, Bienal do Mercosul, Instituto Tomie Ohtake, MAM-SP, CCSP, SESC, Museu da Pampulha, MAC-Lion, MACBA, CGAC, Bonniers Konsthall, e sua última exposição individual foi "Escritexpográfica", em 2017, na Galeria Vermelho. Em sua atuação editorial, tem livros publicados por Edições Tijuana, par(ent)esis, Dulcinéia Catadora, Ikrek Edições, entre outras.

Jonas van Holanda (1989, Fortaleza - CE) é artista trans não binário, pesquisador de insurgências de gênero. Estudou Artes Visuais no Parque Lage, RJ. O seu trabalho é baseado em subverter relações semânticas e criar referências estéticas com ferramentas e discursos decoloniais. Trabalhou na 32a Bienal de SP na obra-restaurante Restauro de Jorge Menna Barreto. Esteve em residência na Casa Matony, em La Paz, Bolívia, e no Centro de Investigação Artística HANGAR em Lisboa, Portugal e A SUL no Lavadouro Público do Carnide também em Lisboa. Em 2016 foi o artista vencedor da 5ª edição do Prêmio EDP do Instituto Tomie Ohtake. Suas atividades incluem ações e workshops de micropolítica alimentar e estruturas decoloniais em gênero e feminismos, tentando reinventar o papel das transmasculinidades no contexto carnofalocentrista atemporal. Atualmente integra o júri da 6ª edição do Prêmio EDP no Instituto Tomie Ohtake. Vive e trabalha em São Paulo.

Luise Malmaceda (1988, Santa Maria - RS) é Membro do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Mestre em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo, é pós-graduada em História da Arte (FAAP) e graduada em Artes Visuais (UFRGS). Dedica-se a pesquisas voltadas para artes visuais e cultura experimental brasileira dos anos 1960-70. Atuou como pesquisadora e arte-educadora em instituições culturais como Fundação Iberê Camargo, Fundação Vera Chaves Barcellos e MAC-USP. Em 2015, foi editora da revista Harper’s Bazaar Art. Recentemente, vem integrando o júri de prêmios culturais e ministrando cursos livres.

Virginia de Medeiros (1973, Feira de Santana - BA) trabalha principalmente com videoinstalação e audiovisual, desenvolvendo uma obra que questiona os limites entre realidade e ficção. A artista lida com três pressupostos comuns aos campos da arte e do documentário: o deslocamento, a participação e a fabulação. Em 2006, teve a obra Studio Butterfly selecionada pelo Programa Rumos Itaú Cultural e para a 27a Bienal de São Paulo. Em 2009, participou da residência artística “International Women for Peace Conference”, em Dili, Timor-Leste, e em 2007, da Residência Artística no Centro de Artes La Chambre Blanche, em Québec, Canadá. Recebeu o prêmio Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009 com a vídeo instalação Fala dos Confins, que em 2013 foi adquirida pelo Centro Cultural São Paulo. Em 2010 participou da 2ª Trienal de Luanda “Geografias Emocionais, Arte e Afectos” e em 2011, do 320 Panorama de Arte Brasileira, MAM São Paulo. Em 2012, ganhou a Bolsa Funarte Estímulo à Produção em Artes Visuais com o projeto Jardim das Torturas e foi premiada no 18o Festival de Arte Contemporânea Videobrasil com o Prêmio de Residência ICCo – Instituto de Cultura Contemporânea no Residency Unlimited – Nova York, EUA.

Matheus de Simone, medo do cacete, 2017. Instalação, bloquinhos de madeira, dimensões variadas. Foto: Matheus de Simone / Divulgação.

Serviço
Exposição: "6º Prêmio EDP nas Artes", mostra coletiva.
Datas e horários: Abertura dia 28 de novembro, quarta-feira, às 20h. Em cartaz até 13 de janeiro de 2019. De terça a domingo, das 11h às 20h.
Local: Instituto Tomie Ohtake | Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros, São Paulo (metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela)
Entrada livre e gratuita.